sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Lançada edição n.30 da Revista Espírito Livre!

POSTED BY ADMIN ON OUTUBRO - 10 - 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #030 - Setembro 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #030 - Setembro 2011
Certificação na área de TI é um tema que divide opiniões. Muitos pensam que sem ela, o profissional não é especialista em algo que ele diz ser. Outros pensam que sem ela, o indivíduo nem profissional é. Existem ainda aqueles que pensam exatamente o oposto: que a certificação é algo que agrega valor ao profissional, e não o transforma em um. Neste cenário, a certificação acrescentaria ao profissional, conhecimento que ele, de alguma forma, já tem. Seria um item agregador, certificador, e não criador de conhecimento. Seja como for, a certificação é, e até onde consigo enxergar, será, motivo de divisão de opiniões, por se tratar de algo que é mantido, pelo menos em tese, pelo mercado, por empresas e/ou instituições. Isto faz com que muitos simplesmente torçam o nariz quando tem que pensar em buscar um documento que ateste a sua competência em algo. Muitos preferem o campo acadêmico, buscando o bacharelado, especializações, mestrado e doutorado. Entendo que cada uma das duas opções, a certificação ou uma especialização/MBA, são uma escolha do usuário, e também do mercado. Vai depender basicamente do que o indivídio deseja alcançar.
Para ilustrar este cenário de certificações, conversamos com diversos entendidos no assunto. William Telles é um grande colaborador da revista e nesta ocasião, está em uma entrevista comentando sobre a certificação CDFI, criada por sua empresa, e reconhecida internacionalmente. A CDFI é uma certificação destinada a peritos forenses e outros profissionais que desejam trabalhar nesta área, que inclusive, está em grande ascensão devido aos diversos crimes que recentemente são relatados. Além disso, outros artigos deixam claro que existem certificações para todos os gostos: ambientes de segurança, perícia forense, banco de dados, servidores, sistemas operacionais, etc. E em meio a tantas certificações, talvez a LPI seja uma das, senão a mais procurada entre profissionais que estão envolvidos com software livre e/ou código aberto. Reconhecida internacionalmente, ela tende a ser neutra quanto a distribuições GNU/Linux, o que pelo menos em tese, mostra que não é destinada a um produto único e específico. A edição também conta com participação internacional: o chileno Anibal Eduardo Campos Veloz apresenta soluções para pesquisa, no campo acadêmico.
Fabrício Araújo finaliza sua série de artigos sobre LTSP enquanto Aprígio Simões nos apresenta um panorama bastante amplo sobre o Samba no Ubuntu. Gustavo Freitas fala do Google+, a nova aposta da gigante Google no que se refere a redes sociais. Fabrício Basto fala sobre um tema recorrente no que se refere a empresas: a governança de TI.
Muitos outros colaboradores participaram ativamente em suas áreas de atuação. A todos estes, o nosso muito obrigado.
Assim como nas edições anterores, a edição de setembro tem sua coluna regular sobre LibreOffice, com o apoio de Eliane Domingos e outros membros da Comunidade LibreOffice. Vale lembrar que no próximo dia 17, a Revista Espírito Livre será tema de uma palestra no SINDPD-RJ, ministrada também por Eliane Domingos. Quem quiser e puder participar, não perca.
Acreditamos que o conhecimento pode e deve ser construído colaborativamente, e é por isso que continuamos a convidar leitores e demais interessados a contribuir com a publicação, escrevendo, traduzindo, doando, enviando notícias, patrocinando, enfim, da forma que achar necessário. Contamos com você, leitor.
Um abraço forte a todos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011



A Comunidade do “BrOffice” continua viva


Publicado em 20/10/2011 às 18:00 - Linux Magazine


No ano passado, a Associação BrOffice, o braço legal da comunidade OpenOffice no Brasil teve um fim conturbado. Divergências internas e algumas "denúncias" de má conduta no que diz respeito à governança da comunidade, fizeram com que a associação se desfizesse. Apesar disso, a Associação BrOffice é lembrada até hoje pela promoção dos Encontros Nacionais do BrOffice e da Revista do BrOffice. Em meio a tudo isso, ocorreu quase que simultaneamente a compra da Sun pela Oracle, compra esta que foi acompanhada pela incerteza em relação a continuidade do projeto e o que culminou na criação do LibreOffice, fork comunitário do antigo OpenOffice.org.
"Quase toda a comunidade do OpenOffice.org mundial, inclusive os antigos membros do BrOffice, migraram para a The Document Foundation (TDF), que foi criada para dar apoio legal ao LibreOffice", afirmou Gustavo Buzzatti Pacheco, que durante a manhã do dia de hoje (21/10/2011) ministrou um minicurso sobre programação de extenções para o LibreOffice durante o Latinoware 2011. Membro antigo da comunidade, ele chegou inclusive a participar do conselho da Associação BrOffice no passado.


"A comunidade em si nunca foi a associação, mas ela ajuda a comunidade a se organizar. Contudo, o trabalho continua e as pessoas ainda estão engajadas em criar a localização brasileira do LibreOffice", afirma ele. "Inclusive, acabou de sair a eleição de um brasileiro para membro do conselho da The Document Foundation, o Olivier Hallot e agora o Brasil tem presença marcante por lá", declarou ele. A notícia pode ser conferida através de uma postagem no blog da TDF.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011


Sistema Linux completa 20 anos auxiliando na inclusão digital



Em entrevista exclusiva para o Serpro, o diretor executivo da Linux International, Jon “Maddog” Hall, fala sobre o papel do software livre na inclusão digital de 5 bilhões de pessoas.



No dia 5 de outubro de 1991, Linus Torvalds anunciou a primeira versão oficial do “Linux”, formado da junção do seu nome com o sistema Unix. Linus era um estudante de ciência da computação que estava desenvolvendo um sistema mais poderoso que o minix (uma versão gratuita do unix, que programadores experientes podiam modificar).
Para divulgar sua ideia, ele enviou uma mensagem a um grupo pela Usenet (um antecessor da internet). Linus não tinha a intenção de ganhar dinheiro e, sim, fazer  um sistema para seu uso pessoal, que atendesse suas necessidades. O estilo de desenvolvimento adotado foi o de ajuda coletiva. Milhares de pessoas contribuem gratuitamente com o desenvolvimento do Linux, simplesmente pelo prazer de fazer um sistema operacional melhor.
Atualmente, existem cerca de 2 bilhões de usuários da internet no mundo e, portanto, mais de de 5 bilhões de pessoas excluídas digitalmente. Maddog afirmouxplicou, em entrevista por e-mail, que o GNU/Linux pode rodar em computadores antigos como Intel 386/486 (embora versões antigas do Pentium sejam preferíveis) que seriam mais acessíveis a uma população de baixa renda.
“Mesmo que existisse o sistema proprietário para estas máquinas, estes usuários não poderiam pagar pela licença legal deles, portanto estas máquinas estão abertas a vírus e outros ataques de internet. O Linux, mesmo nestes computadores antigos, possui a mesma assistência técnica e características de segurança das máquinas mais modernas com GNU/Linux.”, explicou Maddog.
Sistema poliglota
Outra vantagem do sistema Linux, apontada por Jon, é a possibilidade de adequar o sistema a qualquer idioma e ao modo de fazer negócios de uma determinada região ou país, o que não é possível nos programas proprietários. “O software livre permite ao usuário escolher o formato padrão oferecido ou modificá-lo para um novo idioma ou forma de fazer negócios”, conclui.
O veterano evangelizador também falou que a ação prioritária do Linux nos próximos anos é ensinar aos usuários como economizar, ganhar dinheiro e manter um maior controle de seus softwares usando plataformas abertas, além de apresentar novos modelos de negócio: “Muitas pessoas acreditam que a principal razão do uso de software livre é o fato de serem grátis. Acredito que a forma correta de promover uma solução livre é falar do valor do software em si, além de destacar o retorno do investimento. Existem muitos casos, inclusive no Brasil, em que o software livre trouxe um retorno muito maior de investimento do que as opções proprietárias.”
Maddog elogiou a atuação do governo brasileiro na adoção do software livre que, segundo sua avaliação,  tem sido gradativa e de acordo com as necessidades do país. De acordo com Maddog, um software proprietário que esteja funcionando bem não deve ser trocado por outro só porque é livre.
Temas abordados na entrevista
A edição 207 da Revista Tema traz uma outra parte da entrevista com Jon “Maddog” Hill, que aborda assuntos como a autonomia que o software livre garante para as nações. “Maddog” também fala sobre sua motivação para continuar dando palestras pelo mundo defendendo a bandeira do Software Livre  e destaca o projeto brasileiro Cauã. A iniciativa tem como objetivo trabalhar junto aos governos para incentivar a criação de milhões de negócios independentes, que fornecerão serviços de computação para seus consumidores finais.
De acordo com Maddog, o nome “Cauã” é baseado em seu afilhado,  uma criança brasileira de cinco anos de idade”. Esse envolvimento humano é um dos motivos para o seu trabalho como evangelizador do software livre.  “A comunidade Software Livre, principalmente os jovens, me estimula muito. Na Espanha, um rapaz de 15 anos desenvolveu sua própria distribuição do GNU/Linux, batizada de Asturix.”, relata.
De acordo com Maddog, “autonomia” é uma palavra-chave para o uso do software livre. Segundo ele, um projeto governamental pode ser constantemente atualizado com o uso de códigos abertos.  “Cuba está proibida de usar softwares de empresas americanas, mas como softwares livres  são desenvolvidos no mundo inteiro, Cuba pode manter seus sistemas de código aberto funcionando, mesmo se eles sofrerem embargo.”, exemplifica.
Outro destaque da entrevista é que Maddog vê o Brasil como uma “estrela brilhante do software livre” e acha importante a criação de um currículo completo de um curso universitário de Software Livre e Cultura Livre, sendo o currículo deste curso disponibilizado livremente para outras universidades, sob licença creative commons. 
 da revista Tema Leia a entrevista na íntegra.
Comunicação Social do Serpro - Brasília, 19 de setembro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Steve Jobs colocou a tecnologia na ponta dos dedos de pessoas comuns


O co-fundador da Apple morreu na quarta-feira (5), vítima de câncer. Sua empresa foi avaliada como a de maior valor de mercado do mundo em 2011.

Steve Jobs, fundador da Apple e criador do computador pessoal, morreu vítima de câncer, aos 56 anos, na quarta-feira (5). Ele se tornou um caso raro no mundo dos negócios: era um executivo cheio de fãs. Os "applemaníacos" lotariam um Maracanã para ouvi-lo falar. Além de inventar o computador pessoal e o mouse, ele mudou o jeito de ouvir música, revolucionou o celular e ainda juntou em um aparelho só: computador, internet e telefone.

Steve Jobs costumava dizer que vivia cada dia como se fosse o último. E foi vivendo dessa forma que revolucionou a indústria da informática, telefonia, música e até os desenhos animados. Ele se descrevia como o pirata que conseguiu se tornar capitão do navio.

Adotado quando ainda era bebê, Jobs participou do movimento dos hippies da Califórnia nos anos 60 e 70. Foi para índia fazer um retiro espiritual e virou budista. Abandonou a faculdade de no primeiro semestre e não completou nenhum curso universitário. Mesmo assim, conseguiu virar o mundo da alta tecnologia pelo avesso.
Ao lado do amigo Steve Wozniak criou o primeiro computador pessoal, o PC, na época em que a informática era feita em máquinas gigantescas e caras. Foi o início de uma revolução cultural, o nascimento da era digital. Em 1976, com dinheiro de investidores e o parceiro Wozniak, fundou a Apple. Tinha apenas vinte anos.
Visionário e um homem profundamente criativo, Jobs tinha a personalidade de um gênio e fez a empresa Apple se projetar no mercado. Em 1984, ele lançou o primeiro computador com interface gráfica e mouse: o Machintosh, que, aliás, é o nome de um tipo de maçã.
Como grande vendedor e mestre de marketing, o executivo fazia questão de apresentar ele mesmo suas invenções.
Ao convidar para a direção da empresa o executivo de um grande fabricante de refrigerantes, Jobs disse: "Você quer vender água com açúcar para o resto de sua vida, ou você quer vir comigo e mudar o mundo?".
Apesar do sucesso na época, a Apple foi perdendo espaço, entrou em crise e o empresário foi afastado da direção da empresa que criou. Longe dela, ele fundou outra companhia, a Pixar, produzindo alguns dos melhores filmes de animação já feitos, a começar por Toy Story. A Pixar acabou comprada pela Disney, da qual Jobs se tornou o maior acionista.
Em 1996, depois de 11 anos, Jobs voltou à Apple, que na altura estava à beira da falência. Aos poucos, com o lançamento de produtos inovadores, como o iPod, o iPhone e o iPad, a empresa foi conquistando mercado até chegar, este ano, a ser avaliada como a empresa de maior valor de mercado do mundo. Foram vendidos 300 milhões de iPods em dez anos, 128 milhões de iPhones desde 2007 e 29 milhões de iPads nos primeiros 15 meses.
Steve Jobs era um perfeccionista que cresceu fascinado pelo design. Certa vez, disse que uma das maiores influências que teve foi um curso de caligrafia que fez quando abandonou a faculdade. Tornou bonito e prático o que antes era complicado e para poucos. A maneira como interagimos com computadores e celulares, tocando e arrastando a tela com a ponta dos dedos, e a forma como usamos imagens, músicas e a comunicação, tudo isso veio da visão do empresário.
Em 2004, o fundador da Apple descobriu que tinha um tipo raro de câncer no pâncreas. No ano seguinte, falou sobre isso publicamente em um famoso discurso para os alunos da Universidade Stanford: "A morte é a melhor invenção da vida. É o agente da mudança. É o que afasta o velho para dar lugar ao novo. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira de evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Seu tempo é limitado. Tenha a coragem de seguir o que seu coração manda".
Steve Jobs foi o responsável por tirar a tecnologia de dentro das grandes empresas e colocá-la, literalmente, na ponta dos dedos das pessoas comuns. Oor isso, não foi à toa o que o presidente americano Barack Obama disse sobre o fundador da Apple: "Steve Jobs mudou a forma como cada um de nós enxerga o mundo".

Flávio Fachel - Nova York

Ubuntu 12.04 LTS terá como codinome “Precise Pangolin”


O fundador do Ubuntu, Mark Shuttleworth, divulgou em seu blog, que a versão do Ubuntu 12.04 LTS (Long Term Support) será chamada de "Precise Pangolin". O Pangolim é um animal que vive nas zonas tropicais da Ásia e da África. Há sete espécies diferentes, sendo que o pangolim possui a pele recoberta por escamas, se enrrola como um tatu e se alimenta de formigas, como um tamanduá.
Shuttleworth declarou que a sua inspiração veio quando ele "recentemente passou algumas horas perseguindo um pangolim pelo deserto do Kalahari" quando notou a precisão e persistência do animal. Algumas alternativas de nomes incluiam "Perky Penguin" e "Porangi Packhorse", que foram rejeitadas por diversas razões.
As versões LTS do Ubuntu, são as versões com "tempo extendido de suporte", o que significa que a versão receberá atualizaçõe de bugs e segurança por um tempo maior do que as outras versões. Por conta disso, as versões LTS são normalmente mais adotadas em ambientes corporativos, servidores e em contratos de suporte. Uma das características da versão 12.04 é que ela será a primeira versão LTS a trazer o Unity, a interface desktop criada pela Canonical para o ambiente Gnome, como padrão e oferecer suporte de virtualização tanto para guests como para hosts e infraestrutura de nuvem para a plataforma ARM.
O Ubuntu 12.04 LTS será lançado em Abril de 2012 e como toda versão LTS, terá tempo de suporte extendido: 3 anos para desktops e 5 para servidores. Já a versão final do Ubuntu 11.10, "Oneiric Ocelot" (atual versão em desenvolvimento) tem seu lançamento previsto para 13 de Outubro.