quarta-feira, 10 de agosto de 2011


Lançada edição n.28 da Revista Espírito Livre!

POSTED BY ADMIN ON AGOSTO - 7 - 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #028 - Julho 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #028 - Julho 2011
Mês de julho. Férias, descanso, sombra e água fresca, ah… privilégio para poucos. Nós da Revista Espírito Livre continuamos na batalha e trazemos a edição que apresenta em sua capa, a suíte de escritório líder nos computadores com GNU/Linux. As principais distribuições GNU/Linux já o assumiram como substituto do OpenOffice, recentemente doado pela Oracle para a Fundação Apache. Sendo assim, enquanto uma nova versão do Apache OpenOffice não é liberada, o LibreOffice continua seu caminho como sendo a escolha de uma maioria que busca uma suíte de escritório completa, bem como a minha escolha pessoal. É claro que não existem outras soluções para escritório, entretanto os demais ainda tem um longo caminho a trilhar.
Mas engana-se aqueles que o LibreOffice é a escolha só dos que utilizam GNU/Linux. Empresas e usuários que utilizam outros sistemas operacionais também o utilizam. Por ter a característica de ter seu código aberto, usuários de diversos sistemas se beneficiam das funcionalidades do referido software.
Com milhões de linhas de código, a suíte arrebanha simpatizantes mas também rivais e usuários insatisfeitos. A velocidade com o software é aberto e a compatibilidade com outros formatos são as principais queixas daqueles que não são “tão” fãs da suíte. O fato é que grande parte das queixas também estão relacionadas com outros elementos, além do próprio LibreOffice. Sendo assim, culpá-lo por não se comportar da forma que este ou aquele usuário gostaria, não seria a atitude mais prudente. A contribuição, colaboração na construção de novos recursos ou correção e relato de bugs podem sim, ajudar a torná-lo uma solução ainda mais profissional do que já é. E todos, de alguma forma, podem contribuir na melhora do software, esta é a mágica que o software livre proporciona. O usuário final, aquele que não entende de programação, não conhece de design mas acha que um botão diferente poderia melhorar sua usabilidade, pode contribuir com sugestões. Aquele que é fluente em outras línguas também pode ajudar na tradução. No site oficial [http://pt-br.libreoffice.org] o usuário descobre como pode ajudar a torná-lo o que ele, o usuário, deseja e espera de uma suíte de escritório. A comunidade agradece.
Temos 4 entrevistados, sendo que 3 internacionais: Sophie Gautier e Italo Vignoli, ambos da The Document Foundation, Immo Wille, da Universidade de Zurique. Entrevistamos ainda Vitor Micillo, criador da Rede Social Doode.
Além disso, esta edição está repleta de outras contribuições tornando-a uma das maiores edições já publicadas pela Revista Espírito Livre. Vários eventos estão em parceria com nossa equipe, proporcionando várias promoções disponíveis. E muita coisa boa vem por aí. Se você ainda não participou de nossos sorteios, não perca tempo!
Iris Fernández, direto da Argentina, fala dos benefícios do uso do software livre na educação e Daniel Bruno nos traz a cobertura do FUDCon 2011, que aconteceu no Panamá. Filipo Tardim mostra forma de clara como compilar o kernel do Ubuntu e Rodrigo Griffo apresenta a instalação do CentOS via Netinstall. E tem muito mais.
Um agradecimento especial a Eliane Domingos que esteve a frente de grande parte das matérias relacionadas ao LibreOffice, bem como todos os outros, que de alguma maneira, nos ajudaram neste trabalho colossal. Esta edição realmente deu trabalho. E descanso?! Nem aqui, nem na China.
Um forte abraço a todos, colaboradores e leitores!

sábado, 6 de agosto de 2011





Há duas semanas atrás, o inofensivamente nomeado "Comitê de Administração Pública" da Casa dos Comuns, publicou um relatório com um nome ainda mais surpreendente, intitulado "Governo e TI - Uma Receita para Perdas: tempo para uma nova abordagem". E isso é tudo que precisamos saber - ele basicamente diz a maior parte das coisas das quais muitos de nós temos reclamado por anos no campo das compras de TI do Reino Unido, só que desta vez com muito mais autoridade. 

No entanto, apenas porque pessoas finalmente se importaram em dar um nome ao problema, não significa que ele irá desaparecer. Já está ocorrendo a retaliação contra a retaliação e o perigo é que, após um período de indignação moral, as coisas afundem de volta para o status quo de grandes consultorias usando pouco ou nenhum software livre em suas ofertas e implementações. 

Então como podemos endereçar este problema perene? Talvez precisemos parar de bater as nossas cabeças contra a mesma, e um tanto extensa, parede de tijolos e partirmos para uma abordagem completamente diferente. Talvez possamos aprender com outros governos que não aparentam ter os mesmos problemas - como o caso do Brasil, por exemplo. 

Embora este país esteja experimentando algumas mudanças um tanto preocupantes em sua política geral de abertura, mais notadamente na questão de direitos de cópia, seu histórico governamental em código aberto continua sendo muito impressionante. Não alego saber muito sobre os detalhes do sistema de compras brasileiro, mas não posso deixar de concluir que a existência de algo chamado "Portal do Software Público" tenha algo a ver com isso. 

Aqui está o retrospecto deste projeto, a partir do suplemento de uma revista inteiramente dedicada ao tema do software público brasileiro - um indício do quão rico é este tema. Não surpreendentemente está em português, então utilizei o tradutor do Google:   

"Em 2005, entretanto, o Governo Federal licenciou a solução de inventário de hardware e software CACIC (Configurador Automático e Coletor de Informações Computacionais), desenvolvida pela Dataprev, sob a segunda versão da licença GPL em português. Em pouco tempo, uma extensa comunidade de usuários, desenvolvedores e prestadores de serviço formou-se em torno da solução, o que assentou as bases para a definição do conceito de Software Público e para a sua materialização com o Portal do Software Público Brasileiro (SPB). Seis anos depois, a publicação da Instrução Normativa no 01, em 17/01/2011, dispõe sobre os procedimentos para o desenvolvimento, a disponibilização e o uso do SPB. Hoje, mais de 50 soluções já foram disponibilizadas no Portal, há mais de 100 mil usuários cadastrados nele, bem como uma grande quantidade de empresas cadastradas como prestadores de serviços para essas soluções – para algumas delas, são quase 200, espalhadas por todo o território nacional!" 

Como o Simon Phipps escreveu há alguns meses atrás, tais softwares estão também cobertos por uma licença especial de registro de marca:    

"A Licença de Registro de Marcas (Licença Pública de Marca, ou LPM) adiciona mais direitos sobre aquelas que são entregues via open source. Ela garante que qualquer marca utilizada no software possa ser livremente utilizada pela comunidade e significa que controles sobre marcas registradas não podem ser usados para impedir a capacidade de exercer as 4 liberdades". 

Isto é o pensamento avançado e criativo dos brasileiros. Analisando a controvérsia que rodeia o projeto Hudson, por exemplo, no qual a Oracle está utilizando seu controle (contestado) do nome Hudson como uma forma de ditar as regras para o resto da comunidade, ou a falta de sucesso do Projeto LibreOffice em utilizar o nome OpenOffice.org, "indica que talvez estejamos precisando de algo como a LPM brasileira também em outros lugares." 

O Portal (principal) do Software Público possui um "mercado público virtual" associado a ele no qual organizações - tanto públicas quanto privadas - podem encontrar fornecedores que irão ajudar com uma das 50 aplicações do portal. Isto parece uma grande ideia, e seria bom se construir algo equivalente no Reino Unido também. Como é o caso, os brasileiros esperam espalhar suas ideias no exterior e o suplemento explica:     

"Para o futuro, está prevista a criação do Portal do Software Público Internacional – SPI. O SPI terá o objetivo de melhorar a experiência brasileira ao reunir o conhecimento produzido em vários países, principalmente, no setor público. Além disso, espera-se que o portal continue gerando empregos, conhecimento, troca de experiências e a aproximação entre o setor público, o setor privado e o cidadão brasileiro.

Isto soa exatamente como aquele "tipo de coisa" que certas pessoas que trabalham para o Governo do Reino Unido deveriam explorar, ao invés de esperar passivamente pelo próximo e inevitável relatório mencionando "A Grande Perda de TI do Reino Unido...". 

Tradução: Danilo Barreto de Araújo
(1) original em inglês: "Tempo de Adotar o Modelo Brasileiro de Software Público?" por Glyn Moody - Computer World UK 
http://blogs.computerworlduk.com/open-enterprise/2011/08/should-we-adopt-the-brazilian-model-of-public-software/index.htm 

(2) referência do artigo de Simon Phipps, sobre a Licença Pública de Marca. 
http://blogs.computerworlduk.com/simon-says/2011/01/brazils-new-trademark-license/index.htm 


quinta-feira, 4 de agosto de 2011



O ministro Aloizio Mercadante, durante o Fórum Internacional de Software Livre, fez o lançamento da edição
especial da Revista Linux Magazine dedicada inteiramente à experiência do Software Público. A edição especial
descreve as características do modelo do software público e apresenta todas as 51 soluções disponibilizadas no
Portal.

O lançamento ocorreu no estande do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Planejamento [foto] e contou com a
presença de autoridades do setor público, das comunidades e do editor responsável pela Revista Linuz Magazine,
Rafael Peregrino.

Na opinião do editor, "O Software Público está capacitando digitalmente órgãos governamentais e empresas
públicas e privadas em todo o país, servindo de instrumento de consolidação da ordem social nos municípios
aonde chega e trazendo efetivamente progresso tecnológico aos mais distantes rincões do Brasil"

A Revista é o resultado do projeto "Modelo de Referência de Qualidade do SPB", coordenado pelo Centro de
Tecnologia da Informação Renato Archer, que tem sede em Campinas. Alguns conteúdos da revista, relacionados
ao tema qualidade, apresentam artigos sobre desenvolvimento de sistemas colaborativos, teste de software e os
desafios para o governo eletrônico no Brasil.
Nesse mês de agosto a Revista estará disponível para download gratuíto na Internet.


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