sábado, 10 de dezembro de 2011

Lançada edição n.32 da Revista Espírito Livre!

Posted by admin On dezembro - 9 - 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #032 - Novembro 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #032 - Novembro 2011
Revista Espírito Livre - Ed. n #032 - Novembro 2011
Revista Espírito Livre - Ed. n #032 - Novembro 2011
Maturidade. Esta palavra nos diz muito, ainda mais quando associada a algo que faz parte do dia a dia de muitos de nós: o software livre e considerando o tema de capa desta edição, o kernel Linux. Neste ano, o Linux completa 20 anos de existência e muitos ainda acreditam que ele não está maduro ou pronto para fazer frente aos outros sistemas operacionais que encontramos no mercado atualmente. A liberdade do software livre nos permitiu chegar até onde o kernel Linux chegou e é justamente esta liberdade que fazem muitos sonharem com muito mais. Que caminhos que este já adulto, sistema operacional, irá trilhar, ainda é desconhecido, e talvez seja até melhor assim.
O que vejo e que muitos dos usuários do sistema do pinguim se deparam a cada novo release, são melhorias, correções de bugs, novas implementações, suporte a novas tecnologias, entre outros. Tais detalhes normalmente passam desapercebidos para muitos leigos, que “só querem ver o sistema funcionando”. Engana-se porém, aqueles que acham que isto é tarefa fácil. Aliás, se fosse fácil muito provavelmente teríamos muitos outros excelentes exemplares por aí, criados do zero. E para compartilhar conosco suas experiências, conversamos com o pai da criança”: Linus Torvalds, que recentemente esteve na LinuxCon 2011 Brazil, em São Paulo. Torvalds, que no ano passado já havia sido entrevista por nós, com um ar bastante descontraído, respondeu a perguntas que normalmente não lhe são feitas, sobre seus hobbies, cotidiano e muito mais. Vale a pena conferir, já que grande parte das conversas com ele se resumem a questões técnicas e ligadas a código. Fomos em uma direção diferente.
Bill Bordallo aborda o WordPress, uma solução completa para produção de sites e blogs, inclusive utilizada por nós, no site da Revista Espírito Livre. Caio Ribeiro Pereira, com bastante didática, apresenta aos leitores, dicas para estagiários, estes importantes profissionais que estão por toda a parte, nas empresas. Gilberto Sudré, questiona em seu texto, até que ponto o sistema operacional é importante, considerando tudo que temos hoje e principalmente seu uso por nós, usuários. Vários outros colaboradores também enviaram suas contribuições, e a todos estes, o nosso muito obrigado.
Vale ressaltar ainda que no último dia 29 de novembro, tivemos em Vitória/ES, a primeira edição do Fórum da Revista Espírito Livre. Digo a primeira edição pois está em nossos planos levar o evento para outras cidades e já estão sendo estudadas alternativas para 2012. Então, se tem interesse em levar o evento para sua cidade, entre em contato! Um dos objetivos do evento é justamente este: aproximar leitores dos redatores e colaboradores da Revista Espírito Livre.
E continuamos por aqui, com a proposta de criar algo de qualidade para você, leitor.
Um forte abraço e nos vemos por aí.

sábado, 3 de dezembro de 2011


Morre André Gondin, um dos ícones do Ubuntu no Brasil


Morreu aos 24 anos um dos ícones do Software Livre no Brasil: André Gondin.
André era um dos líderes da tradução do Ubuntu para o Pt-BR e fazia parte do Conselho Ubuntu Brasil, além de escrever em diversos blogs de Linux e Software Livre.
Leia a matéria que Gleidson Lacerda escreveu sobre André Gondin abaixo:

“André Gondim, deixa esposa, pais, família, amigos, colegas, fãs. Lutou contra a fibrose cistica desde criança, deram 8 meses, 2 anos, 5 anos… aos 24 veio o transplante e ele sobreviveu (casou-se com Ana Luiza no mesmo ano).
Graduou-se, estava posgraduando. Trabalhou em empresas de primeira linha como UOL e Terra (até quebrou meu galho e tirou minhas férias na Gfarias). Deu cursos, palestras, militou no software livre. O Ubuntu, Gnome e tantos outros projetos devem muito das traduções e coordenação de equipe de André.
Deixou a certeza que existem milagres e eu pude conviver com um, embora breve foi o tempo. Lembro quando eu fui conhecer o namorado de AnaLu, sai de lá com um amigo de infância que você só conhece depois de adulto.
No hospital quando íamos visitá-lo durante alguma crise as pessoas deveriam dizer “que amigos insensíveis que ficam fazendo farra, rindo e se divertindo no apartamento do hospital”. Era ele que fazia a bagunça, sorria com os dentes trincados de dor, mas não murmurava, reclamava ou se desesperava. Contava piada e aliviava a preocupação dos que amavam ele… e como era impossível não amar.
Alguns dias depois do transplante, usando uma conexão 3G e o notebook ele escreveu no seu blog “sudo aptitude vida nova”. No texto ele escreveu: “fui entregue então a Jesus duas vezes, uma porque o nome do melhor cirurgião é José Jesus Camargo e o outro é o filho do Pai”. Como brinquei com ele sobre isso “Jesus é o Roteador, o IP e o TTL e ninguém vai ao Servidor senão por Ele”.
Estrelas também morrem e André morreu. Partiu para a Vida após a vida, essa ponte desconhecida, certa e próxima a qualquer um de nós. O que mais me impressiona quando penso em DD é que não era medo da morte, era amor pela vida que fazia ele batalhar e luta sem descanso. Quando conheceu AnaLu eu testemunhei outro milagre, amor verdadeiro. Quantas poesias à Lua a lua testemunhou?
Estrelas morrem, algumas se dispersam e deixam apenas uma super anã ou gravitam em si mesmas e são buracos negros. Mas estrelas com massa impensável como André foi, morrem para gerar novidade no universo. A supernova decorrente de sua morte ainda gerará várias outras estrelas em outras nuvens interestelares.
Como disse Jesus, a quem André se entregou duplamente, “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.”

Revista Espírito Livre - Ed. #031 - Outubro 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #031 - Outubro 2011

Lançada edição n.31 da Revista Espírito Livre!

Posted by admin On novembro - 14 - 2011
Robôs. Eles sempre fascinam a maior parte de nós, humanos. E a construção destes seres não pensantes (será?!) nos dá o gostinho de brincar de Deus, o que para muitos pode ser o princípio do fim e para outros apenas evolução e ciência. Na maioria dos filmes de ficção científica, o cenário pintado pelos autores e escritos não é dos melhores, nos apresentando um futuro dominado pelas máquinas e consequentemente por robôs. Quer seja em “Matrix”, “Eu, robô” ou qualquer outra obra do cinema simulando um cenário evoluído, ou ainda no próprio “mundo real”, é realmente difícil pensar num cotidiano sem os ditos “frios”. Mas retornando ao presente e a realidade” , essas máquinas nos possibilitam iversas iniciativas em pról da modernização de processos, otimização e automatização, e que ejá stão mais próximas do que a gente imagina. Várias delas fazem uso regular de tecnologias abertas e software livre, o que aé inda melhor. Dominar a tecnologia que temos em nossas mãos e realmente saber “o que tem dentro” é uma sensação que aqueles que se utilizam do software livre e tecnologias abertas pode mse orgulahr de ter. Projetos como o Robótica Livre e tantos outros apresentam soluções para aprendizagem de novos conceitos, possibilidades de aprimoramento em várias tecnologias, assim como o Arduino possibilita que seus usuários tenham a sua disposição uma plataforma livre para produção de muitos projetos interessantes e promissores.
Conversamos com Danilo Cesar, que é um dos precurssores no assunto e já esteve envolvido em diversos trabalhos na academia, sempre fazendo uso de tecnologias livres e a robótica como elementos principais. Danilo e vários colaboradores, entre alunos e parceiros, enviaram materiais sobre este tema instigante e o resultado pode ser conferido nas próximas páginas. Esperamos que o tema possa abrir os horizontes de vários leitores com tais materiais.
A edição ainda traz uma entrevista com Paulo Trezentos, um dos criadores do GNU/Linux Caixa Mágica, uma popular distribuição de Portugal. A entrevista aconteceu durante o Linux 2011, um evento que aconteceu em Lisboa recentemente e na qual tínhamos um correspondente de lá, o amigo parceiro Anderson Gouveia. Valdir Silva fala sobre certificações e mais especificamente sobre a LPI, trazendo uma série que irá desmistificar várias dúvidas quanto a esta popular certificação. Flávio Silveira fala sobre a possibilidade de construir jogos sem o uso da programação e apresenta softwares para tal. Kemel Zaidan, parceiro da Revista Espírito Livre, nos envia, com muito pesar, um texto sobre nosso amigo que partiu recentemente, André Gondim. Gondim era colaborador de diversas iniciativas populares de software livre, entre elas, a tradução do Ubuntu para o Português do Brasil. Se você hoje usa o Ubuntu em algum computador, muito provavelmente faz uso da tradução feita por Gondim. Ele também era colaborador da Revista Espírito Livre, tendo enviado materiais para publicação. Suas participações, bem como sua presença, com certeza deixarão saudade.
Recentemente, no II Encontro Nacional de Tecnologia da Informação, que aconteceu em Brasília/DF, recebemos o prêmio “Amigos do Software Público”. Foi um momento ímpar, pois percebemos que nosso trabalho realmente faz a diferença. E a publicação só faz essa diferença por que pessoas como você, leitor, nos acompanha, enviando seus depoimentos e materiais para que continuemos nosso trabalho.
Teremos ainda este mês o I Fórum da Revista Espírito Livre, que acontecerá em Vitória/ES e além de buscar recursos para a publicação, visa aproximar ainda mais leitores, colaboradores e redatores. Esperamos que seja um sucesso. Fica aí o convite.
E assim como em todas as nossas edições, continuamos a contar com você, leitor. Um abraço forte.
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Lançada edição n.30 da Revista Espírito Livre!

POSTED BY ADMIN ON OUTUBRO - 10 - 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #030 - Setembro 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #030 - Setembro 2011
Certificação na área de TI é um tema que divide opiniões. Muitos pensam que sem ela, o profissional não é especialista em algo que ele diz ser. Outros pensam que sem ela, o indivíduo nem profissional é. Existem ainda aqueles que pensam exatamente o oposto: que a certificação é algo que agrega valor ao profissional, e não o transforma em um. Neste cenário, a certificação acrescentaria ao profissional, conhecimento que ele, de alguma forma, já tem. Seria um item agregador, certificador, e não criador de conhecimento. Seja como for, a certificação é, e até onde consigo enxergar, será, motivo de divisão de opiniões, por se tratar de algo que é mantido, pelo menos em tese, pelo mercado, por empresas e/ou instituições. Isto faz com que muitos simplesmente torçam o nariz quando tem que pensar em buscar um documento que ateste a sua competência em algo. Muitos preferem o campo acadêmico, buscando o bacharelado, especializações, mestrado e doutorado. Entendo que cada uma das duas opções, a certificação ou uma especialização/MBA, são uma escolha do usuário, e também do mercado. Vai depender basicamente do que o indivídio deseja alcançar.
Para ilustrar este cenário de certificações, conversamos com diversos entendidos no assunto. William Telles é um grande colaborador da revista e nesta ocasião, está em uma entrevista comentando sobre a certificação CDFI, criada por sua empresa, e reconhecida internacionalmente. A CDFI é uma certificação destinada a peritos forenses e outros profissionais que desejam trabalhar nesta área, que inclusive, está em grande ascensão devido aos diversos crimes que recentemente são relatados. Além disso, outros artigos deixam claro que existem certificações para todos os gostos: ambientes de segurança, perícia forense, banco de dados, servidores, sistemas operacionais, etc. E em meio a tantas certificações, talvez a LPI seja uma das, senão a mais procurada entre profissionais que estão envolvidos com software livre e/ou código aberto. Reconhecida internacionalmente, ela tende a ser neutra quanto a distribuições GNU/Linux, o que pelo menos em tese, mostra que não é destinada a um produto único e específico. A edição também conta com participação internacional: o chileno Anibal Eduardo Campos Veloz apresenta soluções para pesquisa, no campo acadêmico.
Fabrício Araújo finaliza sua série de artigos sobre LTSP enquanto Aprígio Simões nos apresenta um panorama bastante amplo sobre o Samba no Ubuntu. Gustavo Freitas fala do Google+, a nova aposta da gigante Google no que se refere a redes sociais. Fabrício Basto fala sobre um tema recorrente no que se refere a empresas: a governança de TI.
Muitos outros colaboradores participaram ativamente em suas áreas de atuação. A todos estes, o nosso muito obrigado.
Assim como nas edições anterores, a edição de setembro tem sua coluna regular sobre LibreOffice, com o apoio de Eliane Domingos e outros membros da Comunidade LibreOffice. Vale lembrar que no próximo dia 17, a Revista Espírito Livre será tema de uma palestra no SINDPD-RJ, ministrada também por Eliane Domingos. Quem quiser e puder participar, não perca.
Acreditamos que o conhecimento pode e deve ser construído colaborativamente, e é por isso que continuamos a convidar leitores e demais interessados a contribuir com a publicação, escrevendo, traduzindo, doando, enviando notícias, patrocinando, enfim, da forma que achar necessário. Contamos com você, leitor.
Um abraço forte a todos.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011



A Comunidade do “BrOffice” continua viva


Publicado em 20/10/2011 às 18:00 - Linux Magazine


No ano passado, a Associação BrOffice, o braço legal da comunidade OpenOffice no Brasil teve um fim conturbado. Divergências internas e algumas "denúncias" de má conduta no que diz respeito à governança da comunidade, fizeram com que a associação se desfizesse. Apesar disso, a Associação BrOffice é lembrada até hoje pela promoção dos Encontros Nacionais do BrOffice e da Revista do BrOffice. Em meio a tudo isso, ocorreu quase que simultaneamente a compra da Sun pela Oracle, compra esta que foi acompanhada pela incerteza em relação a continuidade do projeto e o que culminou na criação do LibreOffice, fork comunitário do antigo OpenOffice.org.
"Quase toda a comunidade do OpenOffice.org mundial, inclusive os antigos membros do BrOffice, migraram para a The Document Foundation (TDF), que foi criada para dar apoio legal ao LibreOffice", afirmou Gustavo Buzzatti Pacheco, que durante a manhã do dia de hoje (21/10/2011) ministrou um minicurso sobre programação de extenções para o LibreOffice durante o Latinoware 2011. Membro antigo da comunidade, ele chegou inclusive a participar do conselho da Associação BrOffice no passado.


"A comunidade em si nunca foi a associação, mas ela ajuda a comunidade a se organizar. Contudo, o trabalho continua e as pessoas ainda estão engajadas em criar a localização brasileira do LibreOffice", afirma ele. "Inclusive, acabou de sair a eleição de um brasileiro para membro do conselho da The Document Foundation, o Olivier Hallot e agora o Brasil tem presença marcante por lá", declarou ele. A notícia pode ser conferida através de uma postagem no blog da TDF.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011


Sistema Linux completa 20 anos auxiliando na inclusão digital



Em entrevista exclusiva para o Serpro, o diretor executivo da Linux International, Jon “Maddog” Hall, fala sobre o papel do software livre na inclusão digital de 5 bilhões de pessoas.



No dia 5 de outubro de 1991, Linus Torvalds anunciou a primeira versão oficial do “Linux”, formado da junção do seu nome com o sistema Unix. Linus era um estudante de ciência da computação que estava desenvolvendo um sistema mais poderoso que o minix (uma versão gratuita do unix, que programadores experientes podiam modificar).
Para divulgar sua ideia, ele enviou uma mensagem a um grupo pela Usenet (um antecessor da internet). Linus não tinha a intenção de ganhar dinheiro e, sim, fazer  um sistema para seu uso pessoal, que atendesse suas necessidades. O estilo de desenvolvimento adotado foi o de ajuda coletiva. Milhares de pessoas contribuem gratuitamente com o desenvolvimento do Linux, simplesmente pelo prazer de fazer um sistema operacional melhor.
Atualmente, existem cerca de 2 bilhões de usuários da internet no mundo e, portanto, mais de de 5 bilhões de pessoas excluídas digitalmente. Maddog afirmouxplicou, em entrevista por e-mail, que o GNU/Linux pode rodar em computadores antigos como Intel 386/486 (embora versões antigas do Pentium sejam preferíveis) que seriam mais acessíveis a uma população de baixa renda.
“Mesmo que existisse o sistema proprietário para estas máquinas, estes usuários não poderiam pagar pela licença legal deles, portanto estas máquinas estão abertas a vírus e outros ataques de internet. O Linux, mesmo nestes computadores antigos, possui a mesma assistência técnica e características de segurança das máquinas mais modernas com GNU/Linux.”, explicou Maddog.
Sistema poliglota
Outra vantagem do sistema Linux, apontada por Jon, é a possibilidade de adequar o sistema a qualquer idioma e ao modo de fazer negócios de uma determinada região ou país, o que não é possível nos programas proprietários. “O software livre permite ao usuário escolher o formato padrão oferecido ou modificá-lo para um novo idioma ou forma de fazer negócios”, conclui.
O veterano evangelizador também falou que a ação prioritária do Linux nos próximos anos é ensinar aos usuários como economizar, ganhar dinheiro e manter um maior controle de seus softwares usando plataformas abertas, além de apresentar novos modelos de negócio: “Muitas pessoas acreditam que a principal razão do uso de software livre é o fato de serem grátis. Acredito que a forma correta de promover uma solução livre é falar do valor do software em si, além de destacar o retorno do investimento. Existem muitos casos, inclusive no Brasil, em que o software livre trouxe um retorno muito maior de investimento do que as opções proprietárias.”
Maddog elogiou a atuação do governo brasileiro na adoção do software livre que, segundo sua avaliação,  tem sido gradativa e de acordo com as necessidades do país. De acordo com Maddog, um software proprietário que esteja funcionando bem não deve ser trocado por outro só porque é livre.
Temas abordados na entrevista
A edição 207 da Revista Tema traz uma outra parte da entrevista com Jon “Maddog” Hill, que aborda assuntos como a autonomia que o software livre garante para as nações. “Maddog” também fala sobre sua motivação para continuar dando palestras pelo mundo defendendo a bandeira do Software Livre  e destaca o projeto brasileiro Cauã. A iniciativa tem como objetivo trabalhar junto aos governos para incentivar a criação de milhões de negócios independentes, que fornecerão serviços de computação para seus consumidores finais.
De acordo com Maddog, o nome “Cauã” é baseado em seu afilhado,  uma criança brasileira de cinco anos de idade”. Esse envolvimento humano é um dos motivos para o seu trabalho como evangelizador do software livre.  “A comunidade Software Livre, principalmente os jovens, me estimula muito. Na Espanha, um rapaz de 15 anos desenvolveu sua própria distribuição do GNU/Linux, batizada de Asturix.”, relata.
De acordo com Maddog, “autonomia” é uma palavra-chave para o uso do software livre. Segundo ele, um projeto governamental pode ser constantemente atualizado com o uso de códigos abertos.  “Cuba está proibida de usar softwares de empresas americanas, mas como softwares livres  são desenvolvidos no mundo inteiro, Cuba pode manter seus sistemas de código aberto funcionando, mesmo se eles sofrerem embargo.”, exemplifica.
Outro destaque da entrevista é que Maddog vê o Brasil como uma “estrela brilhante do software livre” e acha importante a criação de um currículo completo de um curso universitário de Software Livre e Cultura Livre, sendo o currículo deste curso disponibilizado livremente para outras universidades, sob licença creative commons. 
 da revista Tema Leia a entrevista na íntegra.
Comunicação Social do Serpro - Brasília, 19 de setembro de 2011

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Steve Jobs colocou a tecnologia na ponta dos dedos de pessoas comuns


O co-fundador da Apple morreu na quarta-feira (5), vítima de câncer. Sua empresa foi avaliada como a de maior valor de mercado do mundo em 2011.

Steve Jobs, fundador da Apple e criador do computador pessoal, morreu vítima de câncer, aos 56 anos, na quarta-feira (5). Ele se tornou um caso raro no mundo dos negócios: era um executivo cheio de fãs. Os "applemaníacos" lotariam um Maracanã para ouvi-lo falar. Além de inventar o computador pessoal e o mouse, ele mudou o jeito de ouvir música, revolucionou o celular e ainda juntou em um aparelho só: computador, internet e telefone.

Steve Jobs costumava dizer que vivia cada dia como se fosse o último. E foi vivendo dessa forma que revolucionou a indústria da informática, telefonia, música e até os desenhos animados. Ele se descrevia como o pirata que conseguiu se tornar capitão do navio.

Adotado quando ainda era bebê, Jobs participou do movimento dos hippies da Califórnia nos anos 60 e 70. Foi para índia fazer um retiro espiritual e virou budista. Abandonou a faculdade de no primeiro semestre e não completou nenhum curso universitário. Mesmo assim, conseguiu virar o mundo da alta tecnologia pelo avesso.
Ao lado do amigo Steve Wozniak criou o primeiro computador pessoal, o PC, na época em que a informática era feita em máquinas gigantescas e caras. Foi o início de uma revolução cultural, o nascimento da era digital. Em 1976, com dinheiro de investidores e o parceiro Wozniak, fundou a Apple. Tinha apenas vinte anos.
Visionário e um homem profundamente criativo, Jobs tinha a personalidade de um gênio e fez a empresa Apple se projetar no mercado. Em 1984, ele lançou o primeiro computador com interface gráfica e mouse: o Machintosh, que, aliás, é o nome de um tipo de maçã.
Como grande vendedor e mestre de marketing, o executivo fazia questão de apresentar ele mesmo suas invenções.
Ao convidar para a direção da empresa o executivo de um grande fabricante de refrigerantes, Jobs disse: "Você quer vender água com açúcar para o resto de sua vida, ou você quer vir comigo e mudar o mundo?".
Apesar do sucesso na época, a Apple foi perdendo espaço, entrou em crise e o empresário foi afastado da direção da empresa que criou. Longe dela, ele fundou outra companhia, a Pixar, produzindo alguns dos melhores filmes de animação já feitos, a começar por Toy Story. A Pixar acabou comprada pela Disney, da qual Jobs se tornou o maior acionista.
Em 1996, depois de 11 anos, Jobs voltou à Apple, que na altura estava à beira da falência. Aos poucos, com o lançamento de produtos inovadores, como o iPod, o iPhone e o iPad, a empresa foi conquistando mercado até chegar, este ano, a ser avaliada como a empresa de maior valor de mercado do mundo. Foram vendidos 300 milhões de iPods em dez anos, 128 milhões de iPhones desde 2007 e 29 milhões de iPads nos primeiros 15 meses.
Steve Jobs era um perfeccionista que cresceu fascinado pelo design. Certa vez, disse que uma das maiores influências que teve foi um curso de caligrafia que fez quando abandonou a faculdade. Tornou bonito e prático o que antes era complicado e para poucos. A maneira como interagimos com computadores e celulares, tocando e arrastando a tela com a ponta dos dedos, e a forma como usamos imagens, músicas e a comunicação, tudo isso veio da visão do empresário.
Em 2004, o fundador da Apple descobriu que tinha um tipo raro de câncer no pâncreas. No ano seguinte, falou sobre isso publicamente em um famoso discurso para os alunos da Universidade Stanford: "A morte é a melhor invenção da vida. É o agente da mudança. É o que afasta o velho para dar lugar ao novo. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira de evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Seu tempo é limitado. Tenha a coragem de seguir o que seu coração manda".
Steve Jobs foi o responsável por tirar a tecnologia de dentro das grandes empresas e colocá-la, literalmente, na ponta dos dedos das pessoas comuns. Oor isso, não foi à toa o que o presidente americano Barack Obama disse sobre o fundador da Apple: "Steve Jobs mudou a forma como cada um de nós enxerga o mundo".

Flávio Fachel - Nova York

Ubuntu 12.04 LTS terá como codinome “Precise Pangolin”


O fundador do Ubuntu, Mark Shuttleworth, divulgou em seu blog, que a versão do Ubuntu 12.04 LTS (Long Term Support) será chamada de "Precise Pangolin". O Pangolim é um animal que vive nas zonas tropicais da Ásia e da África. Há sete espécies diferentes, sendo que o pangolim possui a pele recoberta por escamas, se enrrola como um tatu e se alimenta de formigas, como um tamanduá.
Shuttleworth declarou que a sua inspiração veio quando ele "recentemente passou algumas horas perseguindo um pangolim pelo deserto do Kalahari" quando notou a precisão e persistência do animal. Algumas alternativas de nomes incluiam "Perky Penguin" e "Porangi Packhorse", que foram rejeitadas por diversas razões.
As versões LTS do Ubuntu, são as versões com "tempo extendido de suporte", o que significa que a versão receberá atualizaçõe de bugs e segurança por um tempo maior do que as outras versões. Por conta disso, as versões LTS são normalmente mais adotadas em ambientes corporativos, servidores e em contratos de suporte. Uma das características da versão 12.04 é que ela será a primeira versão LTS a trazer o Unity, a interface desktop criada pela Canonical para o ambiente Gnome, como padrão e oferecer suporte de virtualização tanto para guests como para hosts e infraestrutura de nuvem para a plataforma ARM.
O Ubuntu 12.04 LTS será lançado em Abril de 2012 e como toda versão LTS, terá tempo de suporte extendido: 3 anos para desktops e 5 para servidores. Já a versão final do Ubuntu 11.10, "Oneiric Ocelot" (atual versão em desenvolvimento) tem seu lançamento previsto para 13 de Outubro.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Windows 8 poderá fechar as portas para o Linux

Parece seguro dizer que boa parte dos usuários de PCs Linux no mundo atual instalou o sistema de código aberto em um computador que originalmente vinha com Windows. Afinal de contas, apesar de existirem sistemas pré-carregados disponíveis, geralmente acaba sendo mais barato comprar um PC com Windows e instalar o Linux por conta própria.

Mas, assim que o Windows 8 começar a chegar aos PCs, isso talvez não seja mais possível. Acontece que um novo recurso incluso no sistema por razões de segurança também pode efetivamente tornar impossível carregar o Linux em computadores oficialmente certificados com o Windows 8. “Provavelmente ainda não vale a pena ficar em pânico”, escreveu o desenvolvedor da Red Hat, Matthew Garrett, em um post sobre o tópico publicado na terça-feira (20/9). “Mas vale a pena ficar preocupado.”
Fonte: IDG Now!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Lançada edição n.29 da Revista Espírito Livre!

Posted by admin On setembro - 12 - 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #029 - Agosto 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #029 - Agosto 2011
Revista Espírito Livre - Ed. n #029 - Agosto 2011
Revista Espírito Livre - Ed. n #029 - Agosto 2011
Redes, servidores… sem eles possivelmente nem você e nem eu estaríamos aqui, navegando. Toda a nossa sociedade está pautada em redes. A própria Internet é uma imensa rede global. E para que tais emaranhados funcionem da forma como deveriam, muitos elementos são necessários. Para o usuário leigo, palavras como tráfego, colisão, sniffer, ping e muitas outras não significam nada. Isto porque o que importa é o que está diante da tela, possivelmente aberto no navegador. Mas para que as páginas da web sejam acessíveis, existe muito tráfego, um transito frenético de pacotes, para lá e para cá. Existem diversos documentários sobre isso. Recomendados inclusive.
Então já deu pra perceber que nem tudo que cai na rede é peixe :-)
E em meio a isso tudo, entrevistamos dois feras no assunto: Ethan Galstad e Tobias Oetiker. Ethan Galstad é o criador do Nagios, uma importante ferramenta de gerenciamento e análise de redes. Tobias Oetiker é o criador do MRTG, RRDTOOL, SmokePing entre outros softwares livres para auxílio na gestão de redes.
Ainda sobre o tema principal, Aécio Pires e André Déo continuam falando sobre o Zabbix. No artigo desta edição eles continuam falando sobre a interface web desta ferramenta. Fabrício Araújo segue com a implementação do servidor LTSP. Fabrício Basto escreve sobre cabeamento estruturado, enquanto Thalisson Luiz apresenta um panorama geral sobre os diversos tipos de redes. Robledo Ribeiro apresenta seu ponto de vista sobre a computação em nuvem, a nova moda, enquanto Roberto Salomon fala sobre monitorar e informar de forma efetiva a análise de redes.
Conversamos também com Jerry Barrett do Anita Borg Institute for Women and Technology. O Anita Borg visa aumentar a representação das mulheres em domínios técnicos e permitir a criação de mais tecnologia pelas mulheres. Miguel Koren fala do Gantt Project enquanto Alex Sandro Fagundes fala da compilação de programas em ambientes livres, situação que costuma causar medo em certos usuários que estão acostumados a instalar pacotes utilizando gerenciadores de pacotes via interface gráfica. Também tem a seção sobre LibreOffice que conta com o apoio de Eliane Domingos e vários outros membros da Comunidade LibreOffice. Tem dúvidas sobre LibreOffice? Envie pra gente!
A partir desta edição estaremos publicando as tirinhas traduzidas do “The Bizarre Cathedral”, série de tirinhas que é publicada originalmente em inglês na Free Software Magazine. Agradecimento especial ao David Emmerich Jourdain que está nos ajudando neste processo de tradução.
Estivemos presentes em dois ótimos eventos neste último mês: 3° Encontro de Software Livre, ocorrido na Unesp de Ilha Solteira e o III FASOL, este último ocorrido no Campus do IFPA, em Santarém/PA. Gostaríamos de agradecer publicamente pelos convites e aproveitar para dizer que nossa equipe está a disposição.
Aproveitamos ainda para convidar aos leitores a contribuir com a publicação, escrevendo, traduzindo, doando, enviando notícias, patrocinando, enfim, da forma que puderem. A Revista Espírito Livre chegou onde chegou justamente por estar aberta a todos estes tipos de contribuições. Esperamos continuar com todo este gás e para que possamos continuar, contamos com você, leitor.
Abraço a todos os envolvidos, colaboradores e leitores! Nos vemos na próxima.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011


Lançada edição n.28 da Revista Espírito Livre!

POSTED BY ADMIN ON AGOSTO - 7 - 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #028 - Julho 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #028 - Julho 2011
Mês de julho. Férias, descanso, sombra e água fresca, ah… privilégio para poucos. Nós da Revista Espírito Livre continuamos na batalha e trazemos a edição que apresenta em sua capa, a suíte de escritório líder nos computadores com GNU/Linux. As principais distribuições GNU/Linux já o assumiram como substituto do OpenOffice, recentemente doado pela Oracle para a Fundação Apache. Sendo assim, enquanto uma nova versão do Apache OpenOffice não é liberada, o LibreOffice continua seu caminho como sendo a escolha de uma maioria que busca uma suíte de escritório completa, bem como a minha escolha pessoal. É claro que não existem outras soluções para escritório, entretanto os demais ainda tem um longo caminho a trilhar.
Mas engana-se aqueles que o LibreOffice é a escolha só dos que utilizam GNU/Linux. Empresas e usuários que utilizam outros sistemas operacionais também o utilizam. Por ter a característica de ter seu código aberto, usuários de diversos sistemas se beneficiam das funcionalidades do referido software.
Com milhões de linhas de código, a suíte arrebanha simpatizantes mas também rivais e usuários insatisfeitos. A velocidade com o software é aberto e a compatibilidade com outros formatos são as principais queixas daqueles que não são “tão” fãs da suíte. O fato é que grande parte das queixas também estão relacionadas com outros elementos, além do próprio LibreOffice. Sendo assim, culpá-lo por não se comportar da forma que este ou aquele usuário gostaria, não seria a atitude mais prudente. A contribuição, colaboração na construção de novos recursos ou correção e relato de bugs podem sim, ajudar a torná-lo uma solução ainda mais profissional do que já é. E todos, de alguma forma, podem contribuir na melhora do software, esta é a mágica que o software livre proporciona. O usuário final, aquele que não entende de programação, não conhece de design mas acha que um botão diferente poderia melhorar sua usabilidade, pode contribuir com sugestões. Aquele que é fluente em outras línguas também pode ajudar na tradução. No site oficial [http://pt-br.libreoffice.org] o usuário descobre como pode ajudar a torná-lo o que ele, o usuário, deseja e espera de uma suíte de escritório. A comunidade agradece.
Temos 4 entrevistados, sendo que 3 internacionais: Sophie Gautier e Italo Vignoli, ambos da The Document Foundation, Immo Wille, da Universidade de Zurique. Entrevistamos ainda Vitor Micillo, criador da Rede Social Doode.
Além disso, esta edição está repleta de outras contribuições tornando-a uma das maiores edições já publicadas pela Revista Espírito Livre. Vários eventos estão em parceria com nossa equipe, proporcionando várias promoções disponíveis. E muita coisa boa vem por aí. Se você ainda não participou de nossos sorteios, não perca tempo!
Iris Fernández, direto da Argentina, fala dos benefícios do uso do software livre na educação e Daniel Bruno nos traz a cobertura do FUDCon 2011, que aconteceu no Panamá. Filipo Tardim mostra forma de clara como compilar o kernel do Ubuntu e Rodrigo Griffo apresenta a instalação do CentOS via Netinstall. E tem muito mais.
Um agradecimento especial a Eliane Domingos que esteve a frente de grande parte das matérias relacionadas ao LibreOffice, bem como todos os outros, que de alguma maneira, nos ajudaram neste trabalho colossal. Esta edição realmente deu trabalho. E descanso?! Nem aqui, nem na China.
Um forte abraço a todos, colaboradores e leitores!

sábado, 6 de agosto de 2011





Há duas semanas atrás, o inofensivamente nomeado "Comitê de Administração Pública" da Casa dos Comuns, publicou um relatório com um nome ainda mais surpreendente, intitulado "Governo e TI - Uma Receita para Perdas: tempo para uma nova abordagem". E isso é tudo que precisamos saber - ele basicamente diz a maior parte das coisas das quais muitos de nós temos reclamado por anos no campo das compras de TI do Reino Unido, só que desta vez com muito mais autoridade. 

No entanto, apenas porque pessoas finalmente se importaram em dar um nome ao problema, não significa que ele irá desaparecer. Já está ocorrendo a retaliação contra a retaliação e o perigo é que, após um período de indignação moral, as coisas afundem de volta para o status quo de grandes consultorias usando pouco ou nenhum software livre em suas ofertas e implementações. 

Então como podemos endereçar este problema perene? Talvez precisemos parar de bater as nossas cabeças contra a mesma, e um tanto extensa, parede de tijolos e partirmos para uma abordagem completamente diferente. Talvez possamos aprender com outros governos que não aparentam ter os mesmos problemas - como o caso do Brasil, por exemplo. 

Embora este país esteja experimentando algumas mudanças um tanto preocupantes em sua política geral de abertura, mais notadamente na questão de direitos de cópia, seu histórico governamental em código aberto continua sendo muito impressionante. Não alego saber muito sobre os detalhes do sistema de compras brasileiro, mas não posso deixar de concluir que a existência de algo chamado "Portal do Software Público" tenha algo a ver com isso. 

Aqui está o retrospecto deste projeto, a partir do suplemento de uma revista inteiramente dedicada ao tema do software público brasileiro - um indício do quão rico é este tema. Não surpreendentemente está em português, então utilizei o tradutor do Google:   

"Em 2005, entretanto, o Governo Federal licenciou a solução de inventário de hardware e software CACIC (Configurador Automático e Coletor de Informações Computacionais), desenvolvida pela Dataprev, sob a segunda versão da licença GPL em português. Em pouco tempo, uma extensa comunidade de usuários, desenvolvedores e prestadores de serviço formou-se em torno da solução, o que assentou as bases para a definição do conceito de Software Público e para a sua materialização com o Portal do Software Público Brasileiro (SPB). Seis anos depois, a publicação da Instrução Normativa no 01, em 17/01/2011, dispõe sobre os procedimentos para o desenvolvimento, a disponibilização e o uso do SPB. Hoje, mais de 50 soluções já foram disponibilizadas no Portal, há mais de 100 mil usuários cadastrados nele, bem como uma grande quantidade de empresas cadastradas como prestadores de serviços para essas soluções – para algumas delas, são quase 200, espalhadas por todo o território nacional!" 

Como o Simon Phipps escreveu há alguns meses atrás, tais softwares estão também cobertos por uma licença especial de registro de marca:    

"A Licença de Registro de Marcas (Licença Pública de Marca, ou LPM) adiciona mais direitos sobre aquelas que são entregues via open source. Ela garante que qualquer marca utilizada no software possa ser livremente utilizada pela comunidade e significa que controles sobre marcas registradas não podem ser usados para impedir a capacidade de exercer as 4 liberdades". 

Isto é o pensamento avançado e criativo dos brasileiros. Analisando a controvérsia que rodeia o projeto Hudson, por exemplo, no qual a Oracle está utilizando seu controle (contestado) do nome Hudson como uma forma de ditar as regras para o resto da comunidade, ou a falta de sucesso do Projeto LibreOffice em utilizar o nome OpenOffice.org, "indica que talvez estejamos precisando de algo como a LPM brasileira também em outros lugares." 

O Portal (principal) do Software Público possui um "mercado público virtual" associado a ele no qual organizações - tanto públicas quanto privadas - podem encontrar fornecedores que irão ajudar com uma das 50 aplicações do portal. Isto parece uma grande ideia, e seria bom se construir algo equivalente no Reino Unido também. Como é o caso, os brasileiros esperam espalhar suas ideias no exterior e o suplemento explica:     

"Para o futuro, está prevista a criação do Portal do Software Público Internacional – SPI. O SPI terá o objetivo de melhorar a experiência brasileira ao reunir o conhecimento produzido em vários países, principalmente, no setor público. Além disso, espera-se que o portal continue gerando empregos, conhecimento, troca de experiências e a aproximação entre o setor público, o setor privado e o cidadão brasileiro.

Isto soa exatamente como aquele "tipo de coisa" que certas pessoas que trabalham para o Governo do Reino Unido deveriam explorar, ao invés de esperar passivamente pelo próximo e inevitável relatório mencionando "A Grande Perda de TI do Reino Unido...". 

Tradução: Danilo Barreto de Araújo
(1) original em inglês: "Tempo de Adotar o Modelo Brasileiro de Software Público?" por Glyn Moody - Computer World UK 
http://blogs.computerworlduk.com/open-enterprise/2011/08/should-we-adopt-the-brazilian-model-of-public-software/index.htm 

(2) referência do artigo de Simon Phipps, sobre a Licença Pública de Marca. 
http://blogs.computerworlduk.com/simon-says/2011/01/brazils-new-trademark-license/index.htm 


quinta-feira, 4 de agosto de 2011



O ministro Aloizio Mercadante, durante o Fórum Internacional de Software Livre, fez o lançamento da edição
especial da Revista Linux Magazine dedicada inteiramente à experiência do Software Público. A edição especial
descreve as características do modelo do software público e apresenta todas as 51 soluções disponibilizadas no
Portal.

O lançamento ocorreu no estande do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Planejamento [foto] e contou com a
presença de autoridades do setor público, das comunidades e do editor responsável pela Revista Linuz Magazine,
Rafael Peregrino.

Na opinião do editor, "O Software Público está capacitando digitalmente órgãos governamentais e empresas
públicas e privadas em todo o país, servindo de instrumento de consolidação da ordem social nos municípios
aonde chega e trazendo efetivamente progresso tecnológico aos mais distantes rincões do Brasil"

A Revista é o resultado do projeto "Modelo de Referência de Qualidade do SPB", coordenado pelo Centro de
Tecnologia da Informação Renato Archer, que tem sede em Campinas. Alguns conteúdos da revista, relacionados
ao tema qualidade, apresentam artigos sobre desenvolvimento de sistemas colaborativos, teste de software e os
desafios para o governo eletrônico no Brasil.
Nesse mês de agosto a Revista estará disponível para download gratuíto na Internet.


80m



quinta-feira, 14 de julho de 2011

Lançada edição n.27 da Revista Espírito Livre!

Posted by admin On julho - 6 - 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #027 - Junho 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #027 - Junho 2011
Revista Espírito Livre - Ed. n #027 - Junho 2011
Revista Espírito Livre - Ed. n #027 - Junho 2011
Ainda recuperando do tombo do mês passado, cá estamos novamente. A edição deste mês apresenta um tema que por muitos é considerado polêmico por justamente ir contra a alguns conceitos enraizados em nossa sociedade, de que só é possível aprender diante de um professor e se transpormos essa ideia para o universo real significaria dizer que a educação, de um modo geral, só se dá através de alguém sentado, frente a um professor, real e físico. Mas o tutor a distância e o professor que estão a distância não são físicos e reais? E as aptidões? Eles as têm? E se não as têm como verificar estando a distância? Os alunos aprendem, ou fingem aprender só para alcançar a tão sonhada “nota”? Ele vai “colar”, já que o professor “não está vendo”? Como avaliar, medir e constatar se houve absorção e troca de conhecimento? As dúvidas e questionamentos continuam, já que a EAD, apesar de não ser tão nova assim (desde o século XIX já se praticavam metodologias neste sentido). O ensino por correspondência, tele-aula, vídeo-aula, manuais, ensino pelo rádio, e tantos outros métodos já foram utilizados (e em alguns lugares ainda continuam sendo), mas com a ressalva de que agora a tecnologia envolveu-os de novas possibilidades, além de diminuir os custos e as distâncias. O EAD proporciona, mesmo a distância, o que nem sempre conseguimos compreender presencialmente: a soma de nossas experiências pode resultar em uma terceira experiência, e o meio digital é propício para isso, dada a quantidade de novos recursos disponíveis, dentro e fora dos ambientes de estudo.
Mas que ferramentas utilizar? Já temos soluções maduras o suficiente para suprir o espaço ocupado por uma sala de concreto e um quadro branco com pincel? E os profissionais estão preparados para todas essas mudanças? Eles estão acompanhando? Estão interessados em acompanhar? O perfil do profissional de educação nesta (nova) era de certa forma muda, e os pré-requisitos enquanto conhecimentos também. Agora não basta dominar a matéria e saber manusear um livro, também deve-se dominar “o bicho de sete cabeças”, chamado computador. Claro que vários de nossos professores estão sabiamente preparados e dispostos a apontar nesta direção, entretanto diante de todas as políticas públicas que hoje percebemos a nossa volta, direcionadas ao ensino como um todo, ainda temos muito a caminhar. E mesmo diante das medidas atualmente tomadas pelos governos, sabemos que tal metodologia ainda atinge uma parcela relativamente pequena da população.
Entretanto, na iniciativa privada, nas empresas a realidade mostra-se diferente, e caminhando a passos largos. Cursos, treinamentos, reciclagens profissionais, seminários, e tantas outras medidas já são realidade em diversos nichos. O treinamento que antes demandava uma sala física em um local específico dentro da empresa, hoje demanda um servidor, softwares específicos e ambiente mudou, agora é virtual, como os ambientes virtuais de aprendizagem. E nesta edição tratamos de acompanhar vários, entre eles o Amadeus, um projeto brasileiro em meio a tantas soluções criadas originalmente fora de nosso país, como é o caso do popular Moodle, amplamente utilizados por universidades e empresas. Vários colaboradores, e entre eles, vários convidados, apresentaram de forma primorosa soluções em código aberto que podem ser utilizadas nas mais variadas situações.
Além do tema principal, a edição 27 está repleta de outras matérias igualmente importantes: Fabrício Araújo continua com o tema LTSP, bem como a coluna sobre LibreOffice. Birgitta Jonsdottir, ativista e membro do parlamento islandês também participa desta edição com uma reflexão bastante pertinente sobre o uso de nossas informações por diversas empresas.
As promoções continuam e se você ainda não participou, não perca tempo. O convite ainda está aberto: quer se juntar ao time e contribuir? Basta entrar em contato conosco.
Um forte abraço a todos, colaboradores e leitores!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Lançada edição n.26 da Revista Espírito Livre!

Posted by admin On junho - 7 - 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #026 - Maio 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #026 - Maio 2011
Revista Espírito Livre - Ed. n #026 - Maio 2011
Revista Espírito Livre - Ed. n #026 - Maio 2011
Crowdsourcing é uma nomenclatura recente para algo que todos conhecemos bem. A construção colaborativa através da rede já vem sendo feita a muito tempo. Vários projetos de código aberto foram produzidos e se tornaram o que são justamente por causa da construção coletiva de vários entes, vários nós, pontos interligados em uma grande teia. E o que antes era um passatempo nerd, se tornou o motor de muitos projetos.
Alguém aí já pensou em como seria as nossas vidas sem a construção coletiva, responsável por exemplo, pela criação, manutenção e crescimento da Wikipédia? E as mobilizações que hoje são feitas através das redes sociais com os mais diversos propósitos? Projetos são criados, mantidos, remunerados e atingem maturidade através de vários pares de mãos, dezenas de dedos, milhares de IPs, espalhados mundo a fora. Compartilhar e constribuir com o outro são valores que aprendemos desde criança. “Reparta o seu lanche com o seu coleguinha”, ou “divida o seu biscoito com seu amigo”; você certamente já ouviu estas frases proferidas por entes queridos, pessoas que se importavam com você. Uma pena que tais valores, com o passar do tempo foram sendo esquecidos. Em uma sociedade como a nossa, o inteligente não é quem compartilha, mas sim aquele que esconde. Convido-o a reflitir os novos valores da sociedade…
Onde erramos?! Erramos? Ou tudo não passa de uma evolução (ou regressão)? Devaneios que esta edição apresenta em diversos artigos, ora técnicos, hora reflexivos e que nos leva a pensar, tentar entender o que hoje vivemos. E para nos ajudar a entender um pouco mais sobre este tema conversamos com Carl Esposti, criador do site Crowsdsourcing.org. Esposti clarifica o termo, com exemplos reais e palpáveis. Outros colaboradores como Alexandre Oliva, João Carlos Caribé, Ana Brambilla, entre outros, igualmente tratam o tema, com rigor e foco. Além do tema em questão, contribuições diversas e que merecem destaque! Várias matérias sobre programação, internet, eventos. Redes, segurança e vários outros temas também estão disponíveis.
A partir desta edição a Revista Espírito Livre também incluirá uma seção exclusiva sobre LibreOffice, a suíte de escritório líder e que certamente você utiliza. Se ainda não a instalou, não perca tempo. Existem versões para GNU/Linux e outros sistemas operacionais disponíveis no mercado. Diversas distribuições GNU/Linux, como Ubuntu, Fedora, OpenSuSE, Linux Mint, Debian e tantas outras já trazem o LibreOffice ou em suas mídias de instalação ou repositórios, bem como várias empresas que também sinalizaram positivamente quanto a suas migrações para o LibreOffice, logo, nada mais natural acompanharmos tal ascensão.
O sorteio da caneca personalizada da série Warning Zone ainda está valendo. Então se você gosta de desenhar, não perca tempo e nos envie sua proposta. Quem sabe você ganha?!
A partir da última semana de Abril, tivemos mais uma vitória: agora a Revista Espírito Livre conta com um servidor dedicado, cedido pelos parceiros da HostGator. O aumento no número de visitas e downloads acabou nos levando a este caminho, o que me alegra muito. E além de estar de casa nova, o site também conta com mais um jornalista a frente das notícias. José Moutinho, está empenhado em turbinar o site da revista com notícias recentes e relevantes. E se você quiser se juntar ao time e contribuir, não perca tempo!
Partimos rumo ao terceiro ano, com a ajuda de muitos colaboradores dedicados, parceiros que nos ajudam de alguma forma e dos leitores que sempre estão nos acompanhando. Um abraço a todos que ajudam a construir esta incrível publicação.
CAPA Revista BrOffice 21 RB 21 | Linux Libre - Uma Questão de Liberdade

Demorou, mas saiu! A Revista BrOffice número 21 está disponível para download. Tivemos muitos problemas na comunidade, muitas mudanças bruscas de rumo que se refletiram na maneira como os textos deveriam sair. Alguns tiveram de ser refeitos do zero, alguns excluídos, mas finalmente, estamos com a edição saindo do forno hoje.
Essa edição traz algumas novidades. A primeira é que esta será a última edição sob o nome Revista BrOffice. A partir da próxima edição, a revista adotará a denominação de LibreOffice Magazine Brasil, com um novo projeto gráfico desenvolvido pelo nosso colega Hélio Ferreira. A segunda é a periodicidade, que retornará a ser bimestral. Fazer uma revista mensal demanda um grande trabalho e assumir um compromisso mensal com nossos leitores é uma responsabilidade muito grande. Para evitar problemas e honrar nosso compromisso, decidimos por essa medida de segurança.
A revista tem artigos interessantes: Um artigo de Fátima Conti comemorando os 20 anos do Linux. Cláudio Filho mostrando como a comunidade enfrentou o desafio de migrar do BrOffice para o LibreOffice. Wilkens Lenon fez uma reportagem completa sobre o Linux Libre, o Linux totalmente de acordo com as especificações da Free Software Foundation. Continuando a série sobre macros em Python, Julio César Melanda mostra como empacotá-las para distribuição. Bruno Gurgel nos dá uma aula sobre certificação digital. Também temos entrevistas com Paulo José e Florian Effenberger. Paulo José é designer no interior de Minas Gerais, e tem oferecido belas contribuições à Interface do Usuário (IU) e para a identidade visual do LibreOffice. Florian é membro fundador da TDF e membro do Comitê Gestor.
E temos uma grande novidade, que ainda não foi abordada: Nossa equipe teve o reconhecimento da TDF que utilizará nosso know-how como ponto de partida para a International LibreOffice Magazine, uma publicação em inglês, com moldes semelhantes ao da nossa revista brasileira, e que poderá tornar-se o embrião de diversas revistas regionais da comunidade LibreOffice.
Este é um momento especial e muito propício para iniciar sua participação na comunidade. Não seja tímido! Junte-se a nós nessa aventura. Mostre seus talentos e habilidades!, Contribua, faça amizades com pessoas do mundo todo. Colabore na maior comunidade internacional de software livre do planeta e desenvolva suas habilidades de trabalho em equipe, liderança, voluntariado, empreendedorismo e companheirismo. Por isso, essa edição também contém um roteiro de como você pode iniciar sua participação na comunidade e encontrar seu lugar.
Boa leitura! Participe: envie críticas e sugestões para revista(a)pt-br.libreoffice.org (é necessário cadastrar-se na lista para enviar e-mails. Saiba como aqui)
Baixe a edição completa:

Arquivo em *.pdf

terça-feira, 10 de maio de 2011

Lançada edição n.25 da Revista Espírito Livre!

Posted by admin On maio - 1 - 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #025 - Abril 2011
Revista Espírito Livre - Ed. #025 - Abril 2011
Revista Espírito Livre - Ed. n #025 - Abril 2011
Revista Espírito Livre - Ed. n #025 - Abril 2011
Chega o mês de abril, mês em que a Revista Espírito Livre completa 2 anos de existência. E o que dizer nestes dois anos em que a revista esteve presente na vidas dos leitores e dos colaboradores envolvidos? Muita coisa! Muita coisa dizer. Confesso que não imaginei que chegaríamos tão longe. Também não imaginei que teria caminhando ao meu lado, tanta gente envolvida em causas importantes, causas que tornam o meu e o seu cotidiano, diferente. Trouxemos à tona assuntos que alguns haviam sido esquecidos, assuntos densos e complexos, assuntos bacanas e aplicáveis no dia a dia. Muita gente passou por estas páginas, sejam do Brasil, ou de fora. Sejam para divulgar materiais, sejam para sugerir e opinar, dando sua versão, sua contribuição. E como era de se esperar, conforme a empreitada vai ficando maior, os problemas que antes nem existiam, começam a aparecer, e aos montes. O que antes se fazia por puro hobbie, começa a tomar proporções antes não imaginadas. E o projeto vai tomando forma e se tornando adulto, criando subprojetos, com novas perspectivas e novos desafios. Os poucos que se juntaram na caminhada, em seu início, hoje se misturam a tantos outros, que continuam conosco mês a mês, e a tantos outros que também já não estão mais por aqui.
E as conquistas? Ah, estas foram muitas! E a mais recente delas é nosso próprio ISSN. Em breve apresentaremos mais detalhes a respeito. Em breve estaremos com site novo e ações ainda mais movimentadas dentro das mídias sociais existentes. Será que teremos uma edição internacional? E edições impressas, que antes nem faziam parte dos planos?! Tem muita coisa legal vindo por aí!
Mas nem tudo são flores… Em meio a problemas, sejam de saúde, de falta de tempo e disponibilidade, de motivação, vamos caminhando, mas não cansados ou desanimados, e sim atuantes e certos que o caminho a seguir é este, cada vez com mais envolvidos, com novos olhares, que trazem novas óticas, novos pontos de vista e novas reflexões. A meu ver, em resumo, batemos a marca de dois anos de obstáculos, dois anos de conquistas!
E nesta edição de aniversário, o tema é um tanto quanto polêmico e por muitos, não compreendido ou aceito. Sabemos que existem inúmeras distribuições GNU/Linux, cada uma com um propósito e público-alvo bem específicos. Entretanto, com o passar do tempo, as distribuições, para acompanharem certas inovações ou recursos disponíveis, acabaram incluindo, seja em seu kernel, seja em seus repositórios oficiais, conteúdos não-livres e muitas vezes sem informar a seus usuários. Esta é uma realidade em praticamente todas as distribuições conhecidas e utilizadas. E é nesta realidade que também existem as distribuições Linux 100% Livres, que não são a maioria, mas estão presentes em muitos computadores e estão lá por um propósito: prover liberdade.
Neste contexto, conversamos com vários colaboradores que estão envolvidos neste tema, nos trazendo matérias sobre este assunto. Como entrevista internacional, conversamos com Rubén Rodríguez Pérez, líder do Projeto Trisquel Linux, uma das distribuições 100% livres, e bastante popular entre aqueles que buscam um desktop linux bonito, estável e 100% livre.
Além do tema de capa, recebemos uma quantidade enorme de novos materiais, que poderão ser encontramos nas suas respectivas seções. Também voltamos, a todo vapor, com novas promoções entre os leitores da revista! Então estejam atentos, pois muita coisa bacana está a caminho.
Para finalizar, neste segundo aniversário, venho mais uma vez agradecer a todos os envolvidos com a Revista Espírito Livre. Um abraço forte a todos!