segunda-feira, 31 de maio de 2010

Lançada edição n.14 da Revista Espírito Livre!

POSTED BY ADMIN ON MAIO - 30 - 2010
Revista Espírito Livre - Ed. #014 - Maio 2010

Revista Espírito Livre - Ed. #014 - Maio 2010

Revista Espírito Livre - Ed. n #014 - Maio 2010
Revista Espírito Livre - Ed. n #014 - Maio 2010

O aniversário da Revista Espírito Livre passou e conseguimos nos consolidar como uma publicação mensal de qualidade, respeito e querida pelos nossos leitores. A cada mês chegam mais e mais comentários nos incentivando a continuar, nos dando um feedback positivo em relação as matérias veiculadas nas edições, pedindo que por favor, diminuamos o número de páginas pois não está dando tempo de acompanhar tanta coisa. Considero este pedido em especial um elogio pois não é nada fácil manter uma publicação mensal, e se ela apresenta o leitor uma quantidade tão grande e rica de material que o mesmo não dá conta de acompanhar, sinal que estamos no caminho certo. Recomendamos porém que estes que não dão conta de ler tudo, que tenham calma, pois a edição não precisa ser devorada em um mês, recorra a ela sempre que necessário. Tivemos algumas baixas em nosso time, mas também ganhamos vários novos colaboradores. Nossa equipe vai se renovando e se fortalecendo a cada dia, prova de nosso amadurecimento e empenho diário em entregar aos leitores uma publicação de qualidade e gratuita.

A edição deste mês de maio traz em sua capa o tema amplamente difundido, confundido e polêmico: P2P. Salvação para muitos e tormento para outros, o P2P mostra que chegou para ficar, sendo usada de diversas formas, não somente para troca de arquivos entre pares, ou ainda confundida com uma tecnologia a serviço do crime. Nas próximas páginas o leitor se deparará com relatos, entrevistas e matérias que demonstram que o P2P pode ser usado como um aliado às tecnologias hoje existentes. Josh Bernard, que é um de nossos entrevistados da edição, utilizará BitTorrent para promover e distribuir sua próxima produção, uma série de TV chamada Pionner One. Também conversamos com Andrew Resch, desenvolvedor do Deluge, um software para compartilhamento de arquivos em BitTorrent. Walter Capanema comenta exatamente sobre o BitTorrent ser uma ferramenta para compartilhamento ou para pirataria, uma discussão que vai longe… Jomar Silva inclusive diz que combater as redes P2P para impedir o compartilhamento é matar o mensageiro e não a mensagem. Alexandre Oliva também diz que o compartilhamento de obras culturais é natural do ser humano e que embora muitos tenham recorrido a modelos cliente/servidor, como é caso do BitTorrent, para ganhar acesso a obras através de bibliotecas, as práticas de empréstimo, doação, escambo e venda de obras diretamente entre pares é ainda mais antiga que a escrita.

Batemos um papo com Carlos Eduardo do Val, autor do livro Ubuntu – Guia do Iniciante, já mencionado por aqui. Ele nos fala como teve a ideia de escrever o livro, suas motivações, entre outros. Também conversamos com Salsaman, figura conhecida já no cenário nacional/internacional por diversos motivos, entre eles ajudar no desenvolvimento do editor de vídeo LiVES. Krix Apolinário apresenta aos leitores um dia tranquilo na vida de uma sysadmin, algo meio difícil de imaginar! Edgard Arthur Michel fala de seu projeto, o CrowdLabore que reune Crowdsourcing e Colaboração. Wilkens Lenon levanta uma questão interessante sobre o software livre como paradigma da liberdade da rede enquanto Ricardo Martiniano fala do recente protesto de comunidades Linux no Orkut. Miguel Koren apresenta o OpenBravo, uma solução bastante eficiente de ERP para empresas. Igor Morgado descreve um processo interessante para backups no Ubuntu, situação que rotineiramente nos envolve. Conversamos ainda com David LeDuc, da ODF Alliance, que expõe muito bem estes 5 primeiros anos de ODF, um formato aberto para documentos.

Confesso que às vezes fica até difícil comentar sobre todos que ajudaram na edição, porém extendo meus agradecimentos a todos que contribuiram direta ou indiretamente para mais um número da Revista Espírito Livre, citados aqui ou não. Sem vocês, nunca chegaríamos onde chegamos. Nos vemos por aí, partilhando conhecimento… sempre.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Primeiras impressões do Ubuntu 10.04

Jesse Smith
05/05/2010


First look at Ubuntu 10.04

Autor original: Jesse Smith

Publicado originalmente no: distrowatch.com

Tradução: Roberto Bechtlufft

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Seja você fã ou não do Ubuntu, o fato é que essa criação da Canonical no momento é a distribuição Linux para desktops mais popular do planeta. A versão mais recente, a 10.04, é uma versão de suporte a longo prazo (ou LTS), ou seja, ela vai receber atualizações até 2013 (a edição para servidores ainda conta com mais dois anos). Várias mudanças foram feitas no Ubuntu 10.04 "Lucid Lynx", e eu estava curioso para ver o que a equipe do Ubuntu havia preparado. Antes de experimentar a nova versão, tive a oportunidade de conversar com Gerry Carr, chefe de marketing de plataforma da Canonical.

* * * * *

DW: Quais melhorias foram realizadas no Ubuntu One desde a última versão?

GC: A integração ao desktop foi melhorada. Com um simples clique direito em um arquivo ou pasta, você pode selecioná-lo para sincronização e compartilhamento com suas máquinas e dispositivos Ubuntu One. Incluímos o compartilhamento de contatos, com integração ao Evolution. Um aplicativo do iPhone foi incluído para que o usuário possa sincronizar contatos com seu telefone celular, e ele logo estará disponível para os telefones mais populares. A grande mudança é a introdução da loja de música do Ubuntu, com faixas das bandas mais populares do mundo disponíveis e armazenadas no Ubuntu One, e compartilhadas entre dispositivos em um formato MP3 sem DRM.

DW: As pessoas costumam enxergar o Ubuntu como um sistema operacional para desktops. Quais foram as melhorias realizadas na edição para servidores nos últimos seis meses?

GC: A versão 10.04 é uma versão de suporte a longo prazo (LTS). O foco de uma versão com esse tipo de suporte está na integração de todas as grandes melhorias e funcionalidades incluídas nas três últimas versões e sua distribuição em uma plataforma robusta com cinco anos de suporte (para servidores), e não nas melhorias realizadas nos últimos seis meses. Há uma visão geral da parte técnica disponível aqui.

DW: Parece que sempre que o Ubuntu muda alguma coisa há uma forte repercussão em toda a comunidade Linux. Isso afeta a forma como a equipe toma decisões, ou o seu nível de transparência?

GC: Não, as decisões são tomadas com cuidado e, na maioria das vezes, publicamente. Há uma grande variedade de opções para aqueles que estão interessados em participar na forma como essas decisões são tomadas. É mais fácil chegar a um consenso quando a decisão é tomada de maneira aberta.

DW: Há algum tempo, ouvimos um papo de que o ShipIt ia diminuir a quantidade de CDs enviados. A quantas anda o programa ShipIt?

GC: Desde a ultima atualização, não ocorreram mais alterações no programa ShipIt. Continuamos investindo enormemente no programa para disponibilizar o produto para quem precisa dele.

DW: Depois do 10.04, qual será o novo foco? Mais redes sociais, novas melhorias na interface, melhor suporte a hardware? O que vem por aí?

GC: Vamos ver isso no encontro Ubuntu Developers Summit de maio, em Bruxelas. Mark Shuttleworth, agora vice-presidente de design de produto, expôs suas intenções aqui.

DW: Você gostaria de acrescentar mais alguma coisa para nossos leitores?

GC: O Ubuntu 10.04 é um grande lançamento. Se já faz algum tempo que você não dá uma olhada no Ubuntu, confira esta nova versão. Ela aprimora a experiência visual do desktop Linux dramaticamente. O Ubuntu One levou o conceito de desktop online além dos limites que existiam anteriormente. Há muitos recursos novos e interessantes, como a maior velocidade de inicialização e de volta da suspensão, além do aspecto social. E a Central de Programas está ainda melhor. Achamos que a nova versão vai atrair muitos usuários novos para o Linux.

* * * * *

Instalação e primeiras impressões

Eu baixei o live CD da nova versão do Ubuntu e botei para rodar no meu computador. Em poucos segundos surgiu a tela de boas-vindas. Nela eu podia escolher entre vários idiomas, além de optar por testar o Ubuntu (usando o ambiente do live CD) ou instalar a distribuição. Escolhi a primeira opção, através da qual um usuário é logado ao desktop GNOME com uma conta de usuário comum. Algumas coisas se destacam na mesma hora. A primeira delas é o tema, que mudou muito das versões anteriores para cá.

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Ubuntu 10.04 — uma análise de suas diferentes faces

De modo geral eu não presto muita atenção nas cores e temas, já que logo mudo tudo para as minhas preferências pessoais, mas sinto que vale mencionar a alteração de estado do Ubuntu. Ele é roxo. O fundo, a tela de inicialização — é tudo roxo, cor de picolé de uva. As bordas das janelas são de um roxo escuro, e o texto é branco, gerando um forte contraste. Os botões das janelas (minimizar, maximizar e fechar) foram jogados para o lado esquerdo da barra de título. Na maioria das vezes esses ajustes não fazem muita diferença para mim, e só precisei de alguns minutos para me acostumar ao posicionamento dos botões. Em pouco tempo eu estava acostumado ao novo visual. Ao menos até encontrar a janela roxa do terminal com texto branco e brilhante e um cursor piscante. Aí eu vi que era hora de fazer algumas alterações. Quem não se apaixonar pelos novos visual e layout pode mudar tudo com três cliques do mouse através da ferramenta de configuração de aparência.

O instalador do sistema não mudou muito desde a última versão. O usuário tem que escolher seu idioma preferido, confirmar o fuso horário e escolher um layout de teclado. Depois o instalador vai em frente com o particionamento do disco, que permite ao usuário usar o disco inteiro ou particioná-lo manualmente. A tela de particionamento manual consegue ser amigável, simples e flexível ao mesmo tempo. O Ubuntu oferece uma vasta gama de sistemas de arquivos, incluindo a família ext2/ext3/ext4, o ReiserFS, o XFS e o JFS. Na próxima etapa, o instalador pede ao usuário que crie uma conta e defina uma senha. A seguir o usuário pode alterar as configurações do gerenciador de inicialização, e tem início a cópia dos arquivos.

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Ubuntu 10.04 — o instalador em execução

Nesse momento eu cometi o erro de deixar que o instalador seguisse sem a minha intervenção. Quando voltei, vinte minutos depois, a instalação parecia estar congelada nos 80%. O instalador estava baixando os arquivos muito lentamente. Cliquei no botão Ignorar e a barra de progresso voltou a andar, até chegar a 90% e voltar a baixar arquivos lentamente. Cliquei em ignorar outra vez, e a barra de progresso pulou para 95% e parou. Dessa vez não havia botão Ignorar nem indicação do motivo do progresso ter parado. O instalador ficou congelado por uns quatro minutos. Finalmente ele concluiu o trabalho, e eu pude reiniciar o computador.

Aplicativos e gerenciamento de pacotes

O Ubuntu vem equipado com o GNOME 2.30, e com toda a habitual leva de ferramentas de configuração da aparência típicas desse ambiente de desktop. O menu de aplicativos tem o Firefox (3.6), OpenOffice.org (3.2), Evolution, F-Spot, Empathy, Gwibber e uma série de jogos. Também estão presentes um cliente BitTorrent, um gravador de CDs, player de vídeo, player de música, gerenciadores de pacotes e o cliente de armazenamento do Ubuntu One. Sem maiores configurações, o Ubuntu não é compatível com MP3, com os formatos de vídeo mais comuns e nem com o Flash.

Para quem não sabe, o Ubuntu One, é um serviço que essencialmente dá ao usuário um pequeno espaço num servidor remoto. Esse espaço, gratuito até 2 GB, pode ser usado para backup remoto dos contatos do usuário, favoritos e documentos. Os usuários podem então baixar seus arquivos do serviço One para outros computadores ou compartilhar os dados com outras pessoas. Essa parece ser a maneira da Canonical de misturar a experiência tradicional dos desktops à muito alardeada nuvem, e parece que o sistema vai funcionar bem para seus usuários. Especialmente para aqueles que querem fazer backup de quantidades pequenas de dados e querem que seus backups sejam feitos automaticamente.

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Ubuntu 10.04 — obtendo ajuda e usando a nuvem

O Ubuntu vem com dois gerenciadores de pacotes gráficos. O primeiro é o Synaptic, que já é um velho conhecido. Embora seja uma interface poderosa, o Synaptic pode intimidar os novatos; para eles, existe a Central de Programas do Ubuntu. A Central de Programas agrupa pacotes em categorias, e permite que os usuários procurem por itens pelo nome ou por palavras-chave. Ela tem um visual amigável e bonito, e assim como o Synaptic, faz uso do sistema APT para lidar com os pacotes. Minha única reclamação é que ela às vezes demora a responder. Vez ou outra, navegando entre os itens, a interface ficava travada por uns poucos segundos para então voltar a receber meus comandos.

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Ubuntu 10.04 — instalando pacotes e cuidando do lado social

Na verdade, a maioria dos "tiltes" que eu encontrei no Ubuntu estavam relacionados ao gerenciamento de pacotes. Na primeira vez em que rodei minha instalação limpa do Ubuntu, por exemplo, abri a documentação da Ajuda e naveguei por ela, clicando aleatoriamente em alguns itens. Quando cliquei no link para instalar uma ferramenta gráfica de configuração de firewall, surgiu uma mensagem de erro. Eu tinha que atualizar a lista de pacotes primeiro. É um problema pequeno, mas a mesma coisa me aconteceu no PCLinuxOS 2010, e acho que atualizar automaticamente a lista de pacotes ou sugerir ao usuário que instale o item manualmente seria uma solução melhor do que exibir uma mensagem vaga de erro.

Outro problema foi durante o uso do player de música Rhythmbox. Cliquei na loja online do Ubuntu One e foi exibida uma mensagem informando que o suporte a MP3 precisava ser instalado primeiro para que a loja pudesse ser acessada. Eu cliquei no botão para instalar os plugins MP3. Uma barra de progresso surgiu e... nada aconteceu. Depois de cinco minutos eu interrompi o processo, atualizei a lista de pacotes e tentei outra vez. E de novo a barra de progresso apareceu... e nada aconteceu. Acabei abrindo a Central de Programas e instalando manualmente o suporte a MP3, matando o problema. Depois disso, a navegação pela loja online foi fácil e rápida. Ao tentar resolver o problema do suporte a MP3 no Rhythmbox, descobri que os serviços de login e sincronização do Ubuntu One estavam rodando em segundo plano, usando regularmente 2% da minha CPU, embora eu nem tivesse conta no Ubuntu One, e não tivesse planos de fazer uso do serviço. Gostei da ideia do Ubuntu One, mas tenho medo do que ele possa estar fazendo enquanto deveria estar descansando silenciosamente no seu canto.

Hardware e segurança

Nos meus testes com a distribuição, usei um desktop genérico com CPU de 2,5 GHz, 2 GB de memória e placa de vídeo NVIDIA. Também usei meu laptop HP, com CPU dual-core de 2 GHz, 3 GB de RAM e placa de vídeo Intel. Para completar, rodei o Ubuntu em uma máquina virtual para ver como ele se sairia com menos recursos. Como de costume, o Ubuntu se mostrou excelente na detecção do hardware do meu laptop, e tudo funcionou de primeira. Meu modem de internet móvel, o touchpad, a placa de rede sem fio, a placa de vídeo e o áudio, tudo funcionou sem problemas. Quase tudo correu bem no desktop também, exceto pelo som, que não funcionou na configuração padrão. É possível trocar do PulseAudio para outro sistema de som, como o ALSA, para que o som funcione, mas achei isso estranho, já que o som funcionava neste mesmo hardware com as duas versões anteriores do Ubuntu. Rodando no ambiente virtual, o Ubuntu se saiu bem com 512 MB de memória, e continuou funcionando com 256 MB, embora o desempenho tenha caído sensivelmente.

Em termos de segurança, não vi nada de grave. Todos os serviços de rede vêm desabilitados por padrão, foi fácil limitar as permissões em novas contras de usuário e a distro recebe atualizações regularmente. Minha única reclamação: por padrão, os diretórios home dos usuários ficam abertos para leitura, mas é fácil mudar isso. O instalador permite criptografar as pastas home, o que oferece segurança extra para quem usa laptops.

Conclusões

Esta versão do Ubuntu se expande em várias direções, experimentando coisas novas. Temos mudanças superficiais, como novas cores, ícones e posicionamento dos botões. Também temos mudanças nos bastidores, com uma nova tentativa de redução do tempo de inicialização e um forte foco nas redes sociais. Acho que essa vontade de experimentar é boa, mas não sei se o momento é oportuno para isso. A versão 10.04 é uma versão de suporte a longo prazo, o que significa que a Canonical vai oferecer suporte a ela pelos próximos três anos (cinco, no caso dos servidores). Achei que a Canonical lançaria uma versão sólida, estável e comportada para a ocasião, e não uma versão que experimenta várias novidades para ver quais vão colar. Alguns programas, como a Central de Software, o PulseAudio, o GRUB 2 e certos aspectos do Ubuntu One passam a sensação de um estágio beta de desenvolvimento, que ainda não está pronto para uma versão de suporte a longo prazo.

Eu tive a oportunidade de perguntar à nova CEO da Canonical, Jane Silber, como a equipe do Ubuntu equilibra a necessidade de manter a distro atualizada com a manutenção de uma plataforma estável. Ela confirmou que é difícil, e que eles estão sempre tentando fazer a escolha certa entre os dois extremos. Jane também explicou que as versões de suporte a longo prazo do Ubuntu passam por uma fase beta extra durante o ciclo de desenvolvimento, o que permite a realização de mais testes e correções de bugs. Alguns recursos futuros estão sendo mantidos no banco de reservas até o próximo ciclo de desenvolvimento (que não terá suporte a longo prazo).

Outra coisa interessante na abordagem do Ubuntu é que a distribuição não vem com o Flash e outros codecs de mídia populares instalados, mas esses itens estão presentes nos repositórios. A equipe do Ubuntu parece estar caminhando sobre a tênue linha que separa a exigência de codecs (para a loja de música One) e o desejo de não inclui-los para evitar a adição de software não livre.

Esta versão tem um forte foco na questão da conexão permanente com a internet. O serviço Ubuntu One dá destaque a esse conceito, assim como as ferramentas de redes sociais. Isso tudo é bem-vindo, e é bom ver o Ubuntu apostando em um mercado cada vez mais móvel e conectado. Mas esse conceito de estar sempre online não é tão bem-vindo no instalador. O instalador do sistema tenta obter a hora atual via rede, e por duas vezes empacou ao tentar baixar pacotes que eu não havia solicitado. A intenção pode ter sido a de oferecer conveniência, mas o resultado acabou sendo irritante.

No lado técnico da coisa, a equipe do Ubuntu merece meus aplausos por experimentar tantas ideias novas e potencialmente bem-sucedidas. O serviço de armazenamento One, a loja de música e a Central de Programas são bons conceitos, e já nestes estágios iniciais dá para sentir firmeza neles. Por outro lado, fico relutante em defender essa nova versão devido à sua natureza experimental e pouco convencional. Há muitas coisas boas no 10.04, mas quem vem de outras plataformas vai precisar de um tempo para se acostumar. Já no lado político, e é difícil separar a política do código aberto do Ubuntu, eu acho que a Canonical está realizando progressos importantes. Jane disse que mais de 80 fabricantes de software independentes estavam certificando o funcionamento de seus programas na versão 10.04 e que, até o momento, 50 servidores, desktops e laptops contavam com certificação para o funcionamento dessa nova versão do Ubuntu. A Canonical está se esforçando para que os desenvolvedores de software e OEMs trabalhem com a plataforma Ubuntu, e dada a natureza do código aberto, isso significa que o resto da comunidade Linux também vai se beneficiar desse trabalho.

Para fechar, eu gostaria de agradecer a Gerry e Jane pelo tempo dedicado a responder minhas perguntas, e também à sra. Ostrofsky, que me prestou uma boa assistência.

Créditos a Jesse Smith - distrowatch.com

Tradução por Roberto Bechtlufft

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Linux Foundation anuncia LinuxCon Brasil - Linus Torvalds virá...

A Linux Foundation, organização sem fins lucrativos dedicada a acelerar o crescimento do Linux, anunciou hoje que está expandindo sua principal conferência Linux, a LinuxCon, ao Brasil. A LinuxCon Brazil acontecerá de 31 de agosto a 1 de setembro de 2010 em São Paulo, Brasil.

Pré-inscrições abrem hoje, assim como a Chamada para Participação (Call for Participation - CFP). Para inscrever-se e/ou submeter um tópico para consideração, por favor visite o site da LinuxCon Brasil.

O Brasil por um longo tempo tem sido reconhecido como um dos países com maior crescimento em adoção de Linux. O governo Brasileiro foi um dos primeiros a subsidiar PCs baseados em Linux para seus cidadãos com o PC Conectado, uma iniciativa de computador livre de impostos lançada em 2003. Quase uma década depois, o Linux está em passo acelerado tanto em adoção por empresas quanto sua funcionalidade ao redor do mundo. A ativa e conhecedora comunidade brasileira de usuários de Linux, desenvolvedores e executivos trazem uma importante perspectiva ao processo de desenvolvimento e ao futuro do Linux.

"O Brasil lidera muitos outros países em sua adoção de Linux e é uma crescente base de desenvolvimento. A hora é apropriada para levar a mais importante conferência Linux da indústria ao Brasil", disse Jim Zemlin,diretor executivo da "The Linux Foundation". "A LinuxCon Brasil irá prover um fórum neutro no qual os interessados de toda parte do país podem unir-se à comunidade do kernel e comunidades de negócios globais para avançar a plataforma."

Palestrantes confirmados para a LinuxCon Brasil incluem o criador do Linux, Linus Torvalds, e o líder de manutenção do Linux, Andrew Morton, que juntos apresentarão a discussão central sobre o futuro do Linux, moderada por Jim Zemlin, da "The Linux Foundation".

Outros palestrantes confirmados incluem:
• James Bottomley, distinto engenheiro da Novell e mantenedor do subsistema SCSI no Linux Kernel, o port "Linux Voyager" e o driver 53c700;
• Jon Corbet, desenvolvedor do Linux kernel e editor da Linux Weekly News (LWN - http://www.lwn.net);
• Thomas Gleixner, mantenedor da arquitetura Intel (x86);
• Ian Pratt, arquiteto-chefe do projeto Xen, presidente da xen.org e vice-presidente da Citrix; e
• Ted Ts’o, primeiro desenvolvedor norte-americano no Linux kernel e funcionário do Google.

Com apoio em nível "platinum" através dos patrocinadores Globo.com e Intel, Caixa e Locaweb como patrocinadores "gold", e 4Linux e Citrix como patrocinadores "silver", a LinuxCon Brasil trará uma união única de desenvolvedores-chave, administradores, usuários, gerentes comunitários e experts da indústria. Esta foi desenvolvida para encorajar colaboração e apoiar futura interação entre o Brasil e o restante da comunidade global de Linux. A conferência incluirá apresentações, tutoriais e sessões informais ("birds of a feather") que seguem trilhas para desenvolvimento, operações de TI e negócios.

Eventos da Linux Foundation proveem a desenvolvedores, experts em operações de TI, usuários finais e executivos da indústria com fórum neutro (sem relação a empresas específicas) e sem fins lucrativos no qual colaboração e educação avançam o conhecimento e aceleram o avanço do Linux. Os eventos proveem uma plataforma para revelação e discussão de novos desenvolvimentos em torno de Linux e software livre em geral. Para obter mais informações sobre todos os eventos da Linux Foundation, por favor visite: http://events.linuxfoundation.org


Sobre a Linux Foundation:
The Linux Foundation é um consórcio com fins não-lucrativos dedicado a promover o crescimento do Linux. Fundada em 2007, a Linux Foundation patrocina o trabalho do criador do Linux, Linus Torvalds, e é apoiada por desenvolvedores e empresas líderes em Linux e software livre ao redor do mundo. A Linux Foundation promove, protege e padroniza o Linux através de grupos de trabalhos, eventos e recursos online tais como o http://www.linux.com. Para mais informações, por favor visite o site da Linux Foundation: http://www.linuxfoundation.org


Inscrições: http://events.linuxfoundation.org/events/linuxcon-brazil/register
Call For Participation: http://events.linuxfoundation.org/events/linuxcon-brazil/cfp
Site da LinuxCon Brazil: http://events.linuxfoundation.org/events/linuxcon-brazil

Fonte: http://www.linuxfoundation.org[...]tion-announces-linuxcon-brazil

Fonte: NoticiasLinux

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Lançada edição n.13 da Revista Espírito Livre!

26 de Abril de 2010, por Revista Espírito Livre

Revista Espírito Livre - Ed. #013 - Abril 2010

Revista Espírito Livre - Ed. #013 - Abril 2010

Revista Espírito Livre - Ed. n #013 - Abril 2010
Revista Espírito Livre - Ed. n #013 - Abril 2010

E cá estamos na edição de número 13, a edição de aniversário da Revista Espírito Livre. 12 meses se passaram em meio a alegrias e tristezas, dificuldades e tantos outros acidentes de percurso. Mas resistimos e mais fortes do que nunca nos firmamos junto a nossos leitores, que a cada mês esperam por uma nova edição.

Nestes 12 meses tivemos muitas presenças ilustres em nossas páginas, nacionais e internacionais, algumas mais populares, outras nem tanto, mas todas de alguma forma, contribuindo para a democratização da informação através de matérias, relatos, tutoriais, entrevistas e o que mais couber em nossas páginas.

Nesta edição trazemos em nossa capa, um grande e imponente GNU, mascote de um projeto que ao longo dos anos vem se fortalecendo através de novos colaboradores e nossos sub-projetos. O Projeto GNU e a Free Software Foundation fazem parte do cotidiano de muitas comunidades e seus representantes, em especial a figura de Richard Stallman, nosso entrevistado juntamente com Brian Gough, que fazem do projeto GNU e a FSF, parte de nossas vidas. Stallman é amado por muitos e odiado por outros, mas sempre está alí, presente e ativo em sua posição de evangelizador e um ícone da comunidade de software livre mundial. Stallman e Brian Gough, também do Projeto GNU, concederam uma entrevista bem interessante a nossa equipe, brilhantemente representada pelo colunista Alexandre Oliva, ativista conhecido por aqui em nosso Brasil, e no restante da América Latina também. Os entrevistados esclarecem diversas dúvidas e questões que sempre povoam o imaginário de muitos membros das comunidades de software livre.

Krix Apolinário, juntamente com Alexandre Oliva, Cesar Taurion, Cárlisson Galdino e Roberto Salomon trazem cada um em sua coluna, do seu jeito, excelentes contribuições. Não somente os colunistas, mas também todos os outros colaboradores, cada um a seu modo, contribuiu com uma parcela para que tivéssemos uma edição dígna de edição de aniversário. A capa, é arte do Cadunico, nosso artista. Walter Capanema e Luis Henrique Silveira apresentam dois artigos apresentando aspectos jurídicos de duas situações bastante polêmicas. Capanema trata da pirataria enquanto Luis Henrique fala da nova licitação do Programa Professor Digital, amplamente coberto pelas mídias e assunto do momento. Além da entrevista ligada ao tema de capa, conversamos Juliana Kryszczun conversou com Luciano Ramalho, desenvolvedor em Python. Jomar Silva, sem papas na língua, declara a morte das suítes de escritório, mas com um enfoque bastante consciente e fundamentado. Patrick Amorim fala sobre a Tecnologia PLC, que provê banda larga através da rede elétrica. E que tal controlar a proteção de tela do seu computador através de bluetooth? Marcelo Moreira Mello mostra o caminho das pedras. Filipo Tardim também apresenta como fazer uma remasterização do Ubuntu, do zero. Enquanto Wagner Emmanoel faz um review sobre a nova edição do Ubuntu que deve ser liberada essa semana. Igor Morgado também traz um artigo bem interessante sobre gerenciamento de redes enquanto Francilvio Alff fala sobre gestão do conhecimento e ferramentas wiki. Eliane Domingos e Igor Morgado, ambos da Gnutech, meus agradecimentos, que também se extendem a nossos parceiros que estão sempre nos ajudando.

Carlos Eduardo (o nosso artista) também mostra em um tutorial bem interessante como criar um fantasma utilizando o GIMP. Assombroso! E outro Carlos Eduardo, que não é artista mas um escritor de mão cheia, juntamente com a própria Revista Espírito Livre apresenta seu livro intitulado Ubuntu – Guia do Iniciante, que será lançado nesta semana, juntamente com o lançamento oficial do Ubuntu 10.04. Todos os outros colegas que contribuiram com materiais mas que não listados aqui não foram esquecidos, aliás serão lembrados sempre por mim e por nossos leitores que a cada mês fazem o download das edições com sede de conhecimento. Meus sinceros agradecimentos a todos vocês. Vocês ajudaram a construir uma edição recorde em número de páginas e em conhecimento.

E agora é a hora de soprar a velinha! Eu já fiz meu pedido. Você já fez o seu?!

Lançada edição n.12 da Revista Espírito Livre!

28 de Março de 2010, por João Fernando Costa Júnior

Revista Espírito Livre - Ed. #012 - Março 2010

Clique aqui para baixar a

Revista Espírito Livre - Ed. n #012 - Março 2010

Pedras pelo caminho… batalhas. A gente sempre as encontra. Mais cedo ou mais tarde. Não é e nem seria diferente com a Revista Espírito Livre. Ainda mais quando estamos a completar nosso primeiro ano, não mais um recém-nascido… De qualquer forma, aqui estamos, firmes e fortes, já comprando as velinhas do bolo, com a certeza que ainda há muito a se fazer, muito a mostrar, muito a ensinar, a proporcionar.

Nossa capa ilustra um tema bem polêmico, bem/mal falado, muito discutido e pouco conclusivo. A liberdade na Internet, seja através da liberdade de expressão, seja no uso de softwares e alternativas ainda é alvo de muita discussão. Muitas delas produtivas como esperamos apresentar ao leitor. Para tanto trouxemos como principal entrevistado alguém que conhece bem a internet, Mark Surman, diretor executivo da Mozilla Foundation, que está no negócio de ligar as coisas: pessoas, ideias, tudo. Um ativista comunitário de tecnologia há quase 20 anos, com foco em inventar novas maneiras de promover a abertura e as oportunidades na Internet. Mark convoca discussões sobre “tudo aberto” em sua cidade natal de Toronto e em todo o mundo. Em sua passagem pelo Brasil neste mês de março para a divulgação do Mozilla Drumbeat, Mark concedeu esta entrevista exclusiva à Revista Espírito Livre, que você confere aqui. Na mesma linha vários de nossos colunistas também atingiram a internet como seu principal foco. Jomar Silva levanta um questionamento interessante: até que ponto a internet é culpada pelas falhas do usuário? Será que a rede tem culpa? Francilvio Alff faz uma análise sobre as restrições feitas pelo dragão chinês em relação a grande rede. Fernando Leme apresenta em detalhes questões sobre DRM – Digital Rights Management. Walter Capanema apresenta ainda um manual de sobrevivência sobre a liberdade de expressão na Internet.

Como convidado especial, o sociólogo Sérgio Amadeu, já conhecido pela comunidade de software livre do Brasil, fala de como a indústria do copyright ataca a privacidade e as redes P2P. Também temos colunista nova na área. Krix Apolinário estará conosco nas próximas edições trazendo ainda mais feminilidade nas discussões já apresentadas aqui na publicação. O time feminino está aumentando…

Cristiano Furtado apresenta as novidades da última versão do Ekaaty Linux, um GNU/Linux feito por mãos brasileiras e um time bem coeso. Farid e Nara, figuras conhecidas nas comunidades onde se encontram designer e ilustradores, trazem um panorama sobre as ferramentas de código aberto para computação gráfica em suas várias óticas. Jorge Augusto e o estreante Fernando Medeiros falam sobre empregabilidade, tema importante que precisa ser recorrentemente mencionado. Leandro Leal Parente termina seu artigo sobre o Jack e Patrick Amorim também finaliza seu artigo sobre o Linux FTDK.

André Farias estreia a seção de quadrinhos com a tira SUPORTE_, que retrata o dia-a-dia de muitos que leem a revista. A agenda de eventos ainda não apresenta tantos eventos e em nossa busca pela web não conseguimos sondar outros além daqueles publicados na seção.

E na próxima edição, de número 13, que para muitos é um numeral amaldiçoado, um símbolo de supertição, sorte e tantos outros predicados, para nós, da equipe da Revista Espírito Livre, e principalmente para mim, será só alegria, uma vitória alcançada.

domingo, 2 de maio de 2010

Lançado Ubuntu 10.04 LTS


A Canonical liberou agora pouco o download do Ubuntu 10.04 versão final. Essa versão é LTS (Long Term Support), que tem um tempo de suporte maior: 3 anos de suporte com atualizações para desktops e 5 nos servidores.

Sendo LTS ele não deverá receber tantas atualizações nos programas inclusos, especialmente versões pouco testadas ou que apresentem mudanças radicais. As atualizações geralmente são de segurança e bugs mais graves. Para ter sempre o software mais recente servem as versões "comuns", lançadas de 6 em 6 meses com atualizações da maioria dos programas. A LTS cobre o espaço da comum lançada agora, mas daqui seis meses deverá sair o 10.10 com recursos que não serão atualizados no 10.04.

O visual do Ubuntu 10.04 foi remodelado, conforme muitos já acompanharam nas notícias anteriores (do logotipo e aparência, e das versões em desenvolvimento).

Tema novo, botões das janelas à esquerda (é razoavelmente fácil movê-los para a direita de volta), boot mais rápido, driver Nouveau para placas Nvidia por padrão, Ubuntu One para guardar arquivos, loja de músicas online integrada ao sistema, remoção do GIMP e inclusão do Pitivi, menu "social", central de software atualizada e muito mais fazem parte de uma das versões mais promissoras do Ubuntu.

Um breve tour lista as principais novidades com screenshots:

http://www.ubuntu.com/products/whatisubuntu/1004features

O download pode ser feito em vários mirrors, mas é de se imaginar que os servidores podem ficar congestionados, uma vez que se trata da distribuição para desktops mais famosa do mundo. A forma mais recomendada para obter o sistema é via BitTorrent, onde os próprios usuários que estão baixando ajudam os outros fornecendo upload. Se bem, particularmente, obtive taxa média de download de 80 KB/s via BitTorrent e 410 KB/s no mirror da Unicamp (próximo ao limite da minha conexão). Então vale a pena testar alguns dos mirrors se você tiver pressa.

Além da versão de desktops em 32 e 64-bit foram publicadas as compilações para servidores e netbooks. As versões variantes do Ubuntu devem ter seus sites atualizados daqui algumas horas. O site do Kubuntu apresenta o anúncio na página inicial mas os links oferecidos ainda apontam para o 9.10

Fonte: http://www.guiadohardware.net/noticias/2010-04/ubuntu-1004.html